Direcção da TAAG assegura que não há despedimentos
Direcção da TAAG assegura que não há despedimentos

A direcção da TAAG garantiu ontem, segunda-feira, 19, em Luanda, que não está a despedir funcionários, e sublinha que “não há neste momento razão para se falar em despedimentos”.

De acordo a presidente do Conselho de Administração da TAAG, Ana Major, o que está em curso é o processo de reforma dos trabalhadores com mais de 35 anos de idade, referindo que o número trabalhadores da companhia são na sua maioria nacionais, num total de 99.7% e apenas 0, 3% são expatriados.

A gestora da companhia de bandeira nacional falava à imprensa, depois de um encontro que manteve com a provedora de Justiça, Florbela Araújo. Na ocasião, a provedora de Justiça explicou que encontro surge na sequência de algumas queixas sobre diversas situações ligadas aos direitos de utentes e dos serviços da TAAG.

Assinatura do memorando

A companhia aérea angolana TAAG assinou, ainda ontem, um memorando de entendimento com o sindicato que representa o pessoal administrativo e manifestou disponibilidade para “soluções de consenso” com os restantes sindicatos, anunciou a empresa.

O memorando assinado com o Bureau Sindical “reforça a concertação entre as partes num documento que formaliza os princípios da relação TAAG/Sindicato” e as prioridades para as negociações em curso “num cenário colaborativo e de abertura ao diálogo”.

Segundo a TAAG, ficou acordado que será privilegiada a via negocial em detrimento de iniciativas que interrompam a continuidade da operação, esforços conjuntos para obter soluções justas e equilíbrio mútuo de interesses, bem como respostas às inquietações dos colaboradores compatíveis com a realidade financeira da companhia aérea.

“A Administração da TAAG reitera uma vez mais que está aberta ao diálogo com todos os sindicatos, estando igualmente disponível e a trabalhar para soluções de consenso com o SPLA [Sindicato dos Pilotos de Linha Aérea] e SINPROPNC [Sindicato Provincial do Pessoal Navegante de Cabine]”, sublinha no comunicado.

No início do mês, o ministro dos Transportes chamou o Sindicato do Pessoal Navegante de Cabine (SPNC) para “recomendar” que esgotem os canais previstos na lei e dialoguem com a administração da companhia aérea TAAG para resolverem as “questões divergentes”, na sequência de um protesto destes trabalhadores.

O governante alertou ainda para a necessidade de a TAAG melhorar a comunicação, afirmando a necessidade de o Conselho de Administração abrir “espaço para o diálogo com a classe e auscultação das suas preocupações e inquietações de forma civilizada e urbana”.

As inquietações sobre o futuro da TAAG já tinham anteriormente dado lugar a um esclarecimento público da companhia aérea sob a forma de entrevista com a presidente do conselho de administração, Ana Major, após ter sido anunciado que a operação em Lisboa iria adotar o modelo GSA (General Sales Agent), passando a escala a ser gerida pela entidade Summerwind GSA.

Nesse documento, Ana Major desmentia a venda da TAAG a um grupo espanhol e dizia que a empresa não iria fechar em Portugal.

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