Directora do INS anuncia “falta de sangue” nos hospitais e denuncia a sua venda
Directora do INS anuncia "falta de sangue" nos hospitais e denuncia a sua venda
Deodete Machado

A directora geral do Instituto Nacional de Sangue (INS) anunciou hoje, terça-feira, 27, em Luanda, que os stocks de sangue nas hemoterapias das unidades sanitárias em todo país estão em ruptura, situação que põe em risco a vida de muitas pessoas.

Porém, Deodete Machado lamenta o facto de a venda de sangue às portas dos hospitais continuar a ser uma prática contínua.

A responsável do INS assegura que o país tem sangue apenas para uma semana, daí a urgência de reposição, devido a um elevado maior número de doentes internados com doenças infecciosas, má nutrição, malária e acidentes de viação, “razão pela qual registou-se o aumento do consumo deste líquido”.

Deodete Machado explicou que a malária e todas essas doenças referenciadas trazem consigo diversas complicações, causando anemia, razão que contribui para a ocorrência da necessidade de transfusão de sangue.

As crianças, tal como disse a especialista, são as maiores vítimas e os hospitais pediátricos, neste momento, carecem de atenção especial em todo o país.

“Está questão da reposição de stok tem sido uma grande preocupação, não só para a nossa direcção, como em todas as unidades sanitárias, uma vez que os doentes ao ocorrerem as unidades sanitárias devem encontrar o sangue e as suas componentes “, acrescentou.

Por esta razão, defendeu a necessidade de se maximizar o movimento de solidariedade de doação deste líquido, por parte dos dadores voluntários.

Para si, é preciso que se continue a desenvolver trabalhos de promoção e sensibilização, para que as pessoas se sintam motivadas a doar sangue para salvar vidas.

Perante o contexto, adiantou, o INS tem realizado palestras de sensibilização e formação de técnicos, de modo a ir às ruas e sensibilizar a população a doar sangue.

Por isso, apelou os líderes comunitários, igrejas, empresas, escolas e institutos superiores a organizar grupos para a doação de sangue.

Os interessados em apoiar esta nobre causa, explicou Deodete Machado, podem contactar o INS, pelos números: 926 365 472/ 996 443 743.

Actualmente, salientou, o país felizmente possui mais instituições de saúde e com mais cirurgias complexas a serem realizadas, onde sangue muitas vezes é o primeiro elemento a ser chamado para atender os doentes.

Deodete Machado frisou que maioritariamente são familiares a doar o líquido, ao contrário daquilo que a OMS recomenda. O país tem 83 por cento dos dadores familiares e apenas 13 por cento é que são voluntários.

Venda de sangue às portas dos hospitais

Outrossim, Deodete Machado lamentou, em declarações à Angop, o facto de a venda de sangue às portas dos hospitais continuar a ser uma prática contínua.

Disse haver persistência em relação a esta questão, onde as essas pessoas conseguem aliciar, com o pretexto de que estão a ajudar, sendo que, em alguns casos, a polícia chega a intervir.

Avançou que, nem todas as pessoas possuem dinheiro para fazê-lo e é preciso que os dadores entendam que o sangue não se vende, sendo um líquido precioso para salvar vidas.

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