
A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, inicia na próxima quarta-feira, 19, uma visita de três dias a Angola, destinada a reforçar a cooperação com o Executivo no domínio das reformas estruturais, estabilidade macroeconómica e promoção do investimento.
Durante a visita, Kristalina Georgieva será recebida pelo Presidente da República, João Lourenço, e manterá encontros com membros do Governo, representantes do sector empresarial e estudantes universitários.
Em agenda estarão temas como o ambiente de negócios, o ritmo das políticas económicas e os desafios para assegurar um crescimento mais robusto e inclusivo.
No quadro do Programa de Financiamento Ampliado implementado entre 2018 e 2021, o FMI concedeu a Angola cerca de 4,4 mil milhões de dólares, incluindo assistência técnica para apoiar a execução das reformas acordadas.
A deslocação da dirigente do FMI a Luanda antecede eventos internacionais de peso, nomeadamente a Cimeira União Europeia–União Africana, marcada para 24 e 25 de Novembro em Angola, e a 20.ª Cimeira do G20, que decorrerá de 23 a 25 deste mês em Joanesburgo, África do Sul.
Há um mês, durante as reuniões anuais do Banco Mundial e FMI, realizadas entre 13 e 18 de Outubro, em Washington, Kristalina Georgieva destacou o Fundo para a Redução da Pobreza e Crescimento (PRGT, na sigla inglesa) como principal instrumento de crédito concessionado para países de baixo rendimento, reafirmando o compromisso da instituição em apoiar os seus membros na gestão dos actuais desafios macroeconómicos.
Membro do FMI desde 1989, Angola tem nos últimos anos aprofundado a cooperação com a instituição de Bretton Woods, através de programas orientados para a consolidação fiscal, melhoria da governação económica e fortalecimento dos mecanismos de investimento e crescimento sustentável.
A par do Grupo Banco Mundial, o FMI tem como missão promover a estabilidade financeira global, apoiar políticas económicas sólidas e contribuir para a redução da pobreza, através da supervisão macroeconómica, concessão de financiamentos e assistência técnica aos seus países-membros.