Dossiê: Os primeiros cinco anos de corrupção do Presidente João Lourenço (1ª parte)
Dossiê: Os primeiros cinco anos de corrupção do Presidente João Lourenço (1ª parte)
Jlo20

Uma das bandeiras do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, e o seu partido MPLA foi do badalado combate a corrupção, a impunidade, ao nepotismo, ao tráfico de influências, bem como as ordens superiores, vícios que eles próprios criaram, alimentaram, desenvolveram e sofisticaram ao ponto de os transformar num corpo mafioso, cujas consequências levaram o país aos níveis catastróficos sem retorno.

Custo de vida elevadíssimo;
Elevados níveis de pobreza sem precedentes;
• Degradação do sistema de saúde;
• Deficiências do sistema de educação;
• Desorganização do sistema económico e financeiro;
• Deterioração contínua das vias rodoviárias;
• Inexistência do sistema de saneamento básico;
• Aniquilamento de políticas de prevenção;
• Destruição da base dos princípios ético-morais na sociedade
.

Ademais, o senhor Presidente da República garantiu que iria de pôr fim aos monopólios económicos que existiam.

A retórica sobre o combate cerrado a corrupção, foi simplesmente um apanágio para ludibriar e manipular a opinião pública nacional e internacional, porquanto, seria impossível que um sistema corrupto, fosse capaz de combater o fenómeno por si criado, pois, o próprio regime vive e sobrevive através da corrupção.

O suposto combate a corrupção visou apenas o branqueamento da imagem do próprio MPLA e um punhado de beneficiários do sistema; porquanto, esse comportamento foi-se consolidando e confirmou-se ao longo do seu mandato, isto é, não se fez combate nenhum à corrupção.

Vamos aos factos

De todo modo, o que realmente se constatou e praticada com muita perícia foi à astúcia de fingimento em simular combater a corrupção, quando na verdade a intenção era apenas branquear a imagem do regime, reforçar os monopólios e criar oligopólios com novos oligarcas, senão vejamos:

O Presidente João Lourenço e o Executivo que dirige começou com a falsa ideia do combate a corrupção logo no seu primeiro exercício administrativo com a “Novela” do plano sobre o bairro dos ministérios que inaugurou em grande escala, à aprovação de adjudicações directas através de um esquema urdido por via da empresa Sodimo.

A Sodimo é a empresa que vendeu o terreno, projetou o referido bairro e montou todo o esquema financeiro.

O Despacho Presidencial n.º 67/18, de 13 de Junho, criou a comissão inter-sectorial para aquisição de terreno e por conseguinte, um outro Despacho com o n.º 19/19, de 08 de Fevereiro, autorizou a celebração do contrato com a empresa Sodimo – Sociedade de Desenvolvimento Imobiliário S.A. para a aquisição de um terreno loteado, infra-estruturado, devoluto e livre de quaisquer ónus e encargos com uma área de 211.697 metros quadrados na Província de Luanda, Distrito Urbano da Ingombota, zona da Chicala pelo valor de USD: 344.000.000,00 (Trezentos e Quarenta e Quatro milhões de dólares), para construção do Bairro dos Ministérios na Chicala II, Província de Luanda, num projecto estimado em. USD: 3.600.000.000.000,00 (Três Mil Milhões, Seiscentos Milhões de dólares).

Entretanto, a Sodimo é uma sociedade anónima que congrega empresas que têm ou tiveram ligações com figuras proeminentes do regime angolano a exemplo de:

  1. Banco Angolano de Investimentos (BAI) – João Manuel Gonçalves Lourenço, Manuel Domingos Vicente, José de Lima Massano, Fernando da Piedade Dias Dos Santos, Roberto Victor de Almeida, Joaquim Duarte David, Júlio Bessa e José Carlos Paiva;
  2. Sansul S.A do Grupo GEFI-SA, dona do Banco Sol – João Manuel Gonçalves Lourenço e Ana Paula dos Santos;
  3. Suninveste S.A – cidadão libanês Ramzi Klink e angolanos – Mário Leonel da Silva Correia, José Antunes Neto Queiroz e Ismael Diogo da Silva;
  4. Dar-Angola Lda – cidadão libanês Ramzi Ramez Klink e a Dar-Al Handasah;
  5. Sommis SA, – António de Jesus Castelhano Maurício e Ismael Diogo da Silva.

Esse foi um dos grandes esquemas de corrupção no mandato do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço a par do escândalo respeitante ao aluguer milionário de um avião de luxo do tipo Boeing 787, espécie de um hotel aéreo, pertencente ao grupo chinês HNA, com o registo nº 2-Deer, aquando da viagem efetuada à europa no dia 4 de Junho de 2018, que custou aos cofres do Estado angolano EUR: 10.752.000,00 (Dez milhões, Setecentos e Cinquenta e Dois mil euros) por apenas uma semana, numa altura em que o país dispunha de três aviões executivos do tipo Bombardier, do qual um deles foi adquirido em 2015 ao preço de USD: 62.500.000,00 (Sessenta e Dois milhões, Quinhentos mil dólares americanos).

OBS: Não perca a segunda parte do dossiê nos próximos dias.

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