Economista defende a subvenção dos produtos da cesta básica
Economista defende a subvenção dos produtos da cesta básica
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O economista Miguel André defendeu ontem, quinta-feira, em Ondjiva, província do Cunene, a necessidade de o Estado angolano subvencionar alguns produtos da cesta básica, para ajudar as famílias na aquisição de alimentos tendo em conta a inflação.

O mesmo é de opinião que, com base na política de “diversificar mais” e contrapor os problemas actuais da economia, a aposta deve ser direccionada a agricultura e a indústria para evitar desperdícios da produção, por falta da transformação.

Para tal, fundamenta que o Governo deve potencializar a classe empresarial e apostar na melhoria das vias de acesso aos centros de produção, para que o produto seja escoado aos centros de comercialização.

Outrossim, Miguel André realçou a necessidade dos operadores económicos primarem pela ética empresarial, sublinhando que devido à escassez de produtos no mercado nacional, muitos estão a tirar proveitos para especular os preços.

Preços dos produtos da cesta básica em variação

Entretanto, os preços dos principais produtos da cesta básica – sobretudo de frescos como o peixe, coxa de frango e variação do arroz, açúcar e óleo alimentar – em diferentes estabelecimentos comerciais da cidade de Ondjiva continuam a registar tendências de subidas, desde o princípio do ano em curso.

O preço do saco de farinha de milho de 25 kg, passou de 13.500 para os 15 mil kwanzas, enquanto a mesma quantidade de arroz inflaccionou de 22 mil para os 24 a 26 mil kwanzas, dependendo da qualidade do produto.

O saco de açúcar de 50 kg está a ser vendido no preço de 61 mil 600 kwanzas, contra os Kz 54.700, o feijão de 25 quilos 39 mil e 300 kwanzas contra os 35 mil, a caixa de óleo alimentar de 12 litros regista uma variação entre 22 mil a 26 mil 800 kwanzas.

Por outro lado, registaram-se reduções de preços massa alimentar que saiu dos 8.500 kwanzas para 7.300, e o sabão teve uma redução 9.500 kwanzas para os actuais 8.200.

Relativamente aos frescos, a nível das câmaras frigoríficas a caixa de coxa de 10 kg custa 18.500 kwanzas, contra os 16 mil anteriores, enquanto carapau subiu de 26 mil kwanzas para 38 a 42 mil, dependentes do tamanho e qualidade do pescado.

O comerciante Augusto Bungue disse que os comerciantes locais têm como fonte de aquisição as províncias de Benguela e Namibe, actualmente regista-se pouca oferta e a tendência é o aumento em relação aos meses de Janeiro e Fevereiro, onde a caixa de carapau estava mais baixa.

Relativamente aos produtos do campo, houve igualmente subida no preço da batata rena, onde o saco de 10 kg está a ser comercializado por oito mil kwanzas contra os 6.500, a cebola 6.500 kwanzas, o tomate a caixa esta ser vendida por 24 mil kwanzas e a retalho quatro tomates entre 250 a 300 kwanzas, o repolho varia entre 300 a 700 kwanzas a cabeça, três folhas de couve Kz 50 e uma cabeça pequena de alface a Kz 250.

A consumidora Elivandra Shinima reclama a perda do poder de compra, lamentando a tendência da desvalorização da moeda nacional.

O coordenador adjunto da Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA) na província do Cunene, Belarmino Tumbuleni, assegurou a contínua acção de fiscalização, junto dos operadores, no sentido de garantir a manutenção dos preços.

Argumentou que durante os trabalhos inspectivos, os agentes económicos têm apresentado as respectivas facturas de aquisição, mapa de cálculo de preços, devidamente uniforme

De acordo com o responsável, o órgão vai continuar a desenvolver o seu trabalho para evitar acções de aproveitamento por parte de alguns operadores económicos, alertando que os infractores serão responsabilizados dentro das penalizações impostas por lei.

com/Angop

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