
Um terceiro subchefe da Polícia Nacional colocado à Direcção Nacional de Investigação de Ilícitos Penais, de nome Jonas Miranda, revela que foi agredido fisicamente após ser algemado num poste de madeira, dentro do seu local de trabalho (numa unidade), pelo facto de ter se ausentado do seu local de serviço para adquirir alimentos para o seu jantar.
No vídeo posto a circular na internet, o efectivo (na imagem) algemado no poste dentro da unidade, no principio da noite, contestou o abuso de autoridade do seu superior hierárquico, implorando ao seu colega (Bruno) para filmar o episódio e colocar nas redes sociais.
“Mete na internet, eu sou Jonas Miranda, afecto à Direcção Nacional de Investigação de Ilícitos Penais. Ausentei-me da unidade. Fui comprar comida para jantar, porque aqui na DIIP nacional não tem nada para comer. A oficial de dia algemou-me e mais outro colega e bateu-me chapadas na cara com o consentimento do OSA”, explicou.
Além de Jonas Miranda, o vídeo mostra um outro efectivo (trajando à civil) de nome Wilson Baptista, que também se encontrava algemado num outro poste, a lamentar o sucedido, jurando de pés juntos, que nunca mais irá saudar a sua colega pelo sucedido.
“Essa OSA nunca mais vou lhe cumprimentar. Agrediu o colega Miranda. Todos nós vimos”, começou por narrar, defendendo-se que “só saí da cozinha… está a me algemar”.
“Então nessa unidade não se anda. Não se circula. Não se come e algemam as pessoas!?”, questionou
O Imparcial Press soube que o facto se registo na última sexta-feira, na Direcção Nacional de Investigação de Ilícitos Penais, localizada na avenida Fidel Castro, no sentido Benfica-Cacuaco, em Luanda, cujos responsáveis deste acto bárbaro e condenável a todos títulos são: Agostinho Neto, chefe interino do Departamento de Investigação de Crimes Tributários, inspector Caumina Mariza da Silva, colocada no Departamento de Investigação de Crime Contra Família, Delinquência Juvenil e Violência Doméstica, e o inspector Elias Canuto Magalhães.
No vídeo amador registado por um dos efectivos (identificado apenas por Bruno) solidário com as vítimas, apresentam apenas a escuridão e angústia das vítimas de abuso de autoridade dentro daquela unidade policial.