EFECTIVO DAS FAA RECOMENDA NEUTRALIDADE
EFECTIVO DAS FAA RECOMENDA NEUTRALIDADE
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Aos Órgãos de Defesa e Segurança e Forças de Defesa e Segurança (P.N. e F.A.A.)

Assunto: Carta Aberta

Os nossos respeitosos cumprimentos

Queridos colegas e compatriotas, efetivos dos Órgãos de Defesa e Segurança (ODS), Oficiais Generais, Almirantes, Superiores, Capitães, Subalternos, Sargentos, Cabos e Praças das Forças Armadas Angolanas (FAA) e Oficiais Comissários, Intendentes, Inspetores, e Agentes da Polícia Nacional (PN), venho por meio desta apelar para que todos adotemos um posicionamento diferente ao do costume, que tentemos discernir o certo do errado quanto ao nosso posicionamento com relação aos nossos deveres e funções para com o povo Angolano, que tentemos ouvir a voz do povo pela primeira vez em décadas, devo lembra-los que em minha última carta aberta, abordando acerca dos descontos do Imposto Sobre os Rendimentos de Trabalho (IRT), cheguei a frisar um pouco para sua Excia. na altura PR. João Manuel Gonçalves Lourenço “JLO”, após o pronunciamento do General na reforma, na altura Deputado a AN “Leal Monteiro Ngongo” que de facto os ODS não produziam bens e serviços para o consumo directo dos cidadãos, mas produziam segurança, estabilidade e coesão para que tudo no país funcionasse, complementando esse ponto com o discurso de um dos maiores lideres mundiais Ex-PR dos USA “Barack Obama” durante a cerimónia do dia do Veterano “… É Graças aos soldados, e não aos sacerdotes que podemos escolher a religião que desejamos. É Graças aos soldados, e não aos jornalistas, que podemos ter a liberdade de imprensa. É Graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. É Graças aos soldados, e não aos professores que existe liberdade de ensino. É Graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. E é Graças aos soldados, e não aos Políticos, que podemos votar.” Neste discurso estavam respaldadas a importância dos ODS, nele foi respaldado o nosso papel para com o povo, agora pergunto-lhes, será que é isso que temos feito até agora? Durante todos esses anos temos produzido segurança, estabilidade e coesão para com o povo ou para com partidos políticos? O que Barack Obama quis dizer com é graças aos soldados e não aos políticos que podemos votar? Qual deveria ser o nosso papel nessas eleições? Será que devo lembrar a todos quem são ou deveriam ser os beneficiados do nosso juramento à Bandeira da República? Pois é, bandeira da república e não bandeira partidária! Onde juramos o seguinte:

1º Juramos – À Bandeira da República de Angola, comprometendo-nos perante Pátria e ao governo (eleito pelo povo), a sermos militares (policiais) honestos, valentes, disciplinados e vigilantes, respeitarmos o povo e todo o seu património, guardarmos e fazermos guardar no mais rigoroso sigilo, os segredos militares e do estado.

2º Juramos – Servirmos as FAA, cumprirmos e fazermos cumprir, incondicionalmente as leis da república (sendo uma delas o direito de que o povo eleja um presidente a cada 5 anos), os deveres militar e as ordens dos comandantes e chefes (que no nosso caso o comandante máximo seria o “PR Legitimado pelo Povo”).

3º Juramos – Defendermos e sermos fiel a nossa Pátria, estarmos sempre prontos a lutar pela defesa e salvaguardarmos da sua soberania e integridade territorial, mesmo com o sacrifício da própria vida.

4º Juramos – Combatermos em qualquer parte do território nacional, sem cedermos perante o inimigo, nem atraiçoarmos os nossos camaradas, mesmo sob ameaça de morte ou captura.

5º Juramos – Estudarmos com dedicação a arte militar, cuidarmos dos bens militares e dos patrimónios do estado.

E no final deste juramento dissemos “Se nós violarmos o nosso juramento á Bandeira Nacional, que sejamos severamente punidos nos termos da lei militar e que para nós se dirija o ódio de todo povo Angolano”

Após recapitularmos os cinco pontos deste juramento, pergunto-me se até então não estaríamos a atraiçoar os nossos camaradas, os cidadãos angolanos, o povo, por não cumprirmos com o que foi jurado principalmente em épocas como essas, quando eles fazem ecoar as vozes deles aos nossos ouvidos e ao mundo e ainda assim nos posicionamos contra o povo por ordem de quem talvez nem seja legitimado, vamos em épocas que o povo mais clama por nossas obrigações nos posicionarmos de maneira contra?

Pergunte a si mesmo, até quando viveremos com medo das consequências que teríamos se cumpríssemos ao pé da letra os nossos deveres?

A maneira mais fácil de identificarmos o inimigo dos ODS é detectando quem esta quebrando a segurança, a estabilidade e a coesão para que tudo no país funcione a favor do povo.

Um Militar sempre deve estar relutante em apontar sua arma a um cidadão e o policial deve estar relutante a apontar a sua arma ao povo, é sempre bom lembrarmos que quando apontamos nossas armas ao povo estamos indiretamente a aceitar que nosso colega ao lodo faça o mesmo, independentemente se seu alvo for um ente querido nosso, desde que tal individuo seja participante de uma manifestação, uma manifestação que a nossa própria Constituição aprova, portanto, sejamos mais neutros em tempos como esses, não agindo de forma a favorecermos esse ou aquele partido, sejamos mais apartidários no pela primeira vez no verdadeiro sentido da palavra e aguardemos até que seja decidido pelo Tribunal Constitucional de maneira clara e aos olhos de todo povo angolano pelos meios de informação como CNN e redes sociais (lives), pois ate aqui já vimos e somente quem não quer, é que não vê, que a via principal de informação no país não serve ou nunca serviu para provar ao povo e os ODS quem realmente ganhou as eleições de 24 de Agosto de 2022.

Pensem nisso meus Compatriotas, vamos nos posicionar como devemos por uma Angola melhor independentemente de quem seja realmente o partido vencedor.

Lembrem-se! O Nosso juramento é para com o povo.

Atenciosamente

General “Soladi” (Soldado

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