
O candidato da lista C à presidência da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Henrique Miguel, mais conhecido como “Riquinho”, foi hoje surpreendido de forma negativa durante o acto eleitoral, ao não conseguir um único voto entre os 36 eleitores associados ao pleito.
A eleição, realizada nesta sexta-feira, terminou empatada entre os candidatos Moniz Silva (lista A) e Carlos Almeida (lista B), com 18 votos cada.
A Comissão Eleitoral decidiu agendar uma nova votação para a próxima terça-feira, dia 10, a fim de determinar se Moniz Silva, atual presidente em busca de um segundo mandato, continuará à frente da instituição ou se a liderança será assumida pelo ex-basquetebolista Carlos Almeida.
Campanha sem resultados
Durante a sua campanha para o quadriénio 2024-2028, Henrique Miguel “Riquinho” apresentou um programa ambicioso, prometendo mudanças significativas e a captação de grandes receitas para o desenvolvimento do basquetebol em Angola.
Entre as suas promessas, destacou-se a proposta de atribuir um prémio de 50 milhões de Kwanzas ao campeão nacional sénior masculino e de 20 milhões ao vencedor do nacional sénior feminino.
O empresário afirmou que iria aproveitar os investimentos já feitos em infraestruturas desportivas, como pavilhões com capacidade para 5 a 15 mil lugares, de forma a garantir qualidade e competitividade na prática do basquetebol e atrair receitas extra-orçamentais.
Riquinho prometeu ainda transformar o Campeonato Nacional Sénior Masculino numa liga estruturada, comparando a sua visão à criação de uma “NBA africana”.
Outro ponto defendido por Riquinho foi a necessidade de tornar o basquetebol autossustentável e rentável, por meio da captação de patrocínios e do aumento da competitividade dos atletas.
O candidato anunciou ainda que, caso fosse eleito, trabalharia para que 100 ex-atletas da seleção nacional, com mais de 60 anos de idade, pudessem finalmente beneficiar de uma pensão junto do INSS.
Apesar das promessas e do discurso filantrópico, que sublinhava a sua intenção de contribuir para o basquetebol angolano sem motivações financeiras, a candidatura de Riquinho não convenceu os eleitores, resultando num retumbante zero votos.
Com o empate entre Moniz Silva e Carlos Almeida, a Comissão Eleitoral da FAB convocou uma nova votação para terça-feira (10). A disputa colocará frente a frente o actual presidente, que tenta consolidar a sua liderança com um segundo mandato, e Carlos Almeida, que aspira trazer novas ideias e dinamismo à federação.
Enquanto isso, a candidatura de Henrique Miguel “Riquinho”, marcada por grandes promessas e uma agenda social ambiciosa, ficou pelo caminho, sendo um sinal claro de que os eleitores não se deixaram convencer pelo seu projeto para o futuro do basquetebol angolano.