Eleições na FABOXE marcadas por irregularidades e contestação
Eleições na FABOXE marcadas por irregularidades e contestação
Carlos Faboxe

O candidato da Lista B, Carlos Luís, foi eleito ontem, segunda-feira, em Luanda, presidente da Federação Angolana de Boxe (FABOXE) para o quadriénio 2024-2028. O pleito, contudo, ficou envolto em polémicas e acusações de irregularidades por parte do seu adversário, Nsimba Massamba, da Lista A.

Com 11 votos a favor, Carlos Luís garantiu o terceiro mandato à frente da FABOXE, após liderar a organização entre 2012 e 2020. Já a Lista A obteve apenas um voto válido e outro nulo, num total de 13 associados presentes no processo.

A Lista A, liderada por Nsimba Massamba, contestou a transparência do acto eleitoral, denunciando que houve uma mudança do local de votação sem aviso prévio.

Originalmente prevista para acontecer na sede da FABOXE, a eleição foi transferida para uma unidade hoteleira em Luanda, alegadamente sem comunicação oficial aos candidatos e associados.

A mudança resultou na ausência do mandatário da Lista A, um dos elementos fundamentais no processo. Segundo Massamba, este tipo de prática comprometeu a lisura e legitimidade da votação.

A eleição de Carlos Luís ocorre após um período de conflitos e irregularidades que marcaram o seu ciclo de liderança anterior.

Durante o mandato de 2020-2024, Carlos Luís foi impedido de exercer o cargo devido a litígios no processo eleitoral, que não foi reconhecido pelo Ministério da Juventude e Desportos.

Essas irregularidades incluíam denúncias de manipulação do processo e falta de cumprimento dos estatutos da federação.

A desconfiança em relação à integridade das eleições foi ainda sublinhada pela decisão do ex-campeão africano da Região Austral (SADC), Simão Muanda, de não se candidatar à presidência, alegando viciação no processo eleitoral.

Apesar das polémicas, Carlos Luís destacou algumas das suas prioridades para o novo mandato. Entre as propostas apresentadas, está a realização de um diagnóstico para identificar o número exacto de atletas, treinadores e árbitros, bem como os seus níveis de qualificação.

O presidente eleito também planeia organizar um simpósio internacional com especialistas da modalidade até Março de 2025, além de preparar a participação de Angola em competições internacionais.

As irregularidades e contestação associadas ao processo eleitoral levantam questões sobre a governança e transparência na gestão desportiva em Angola. A eleição para a presidência da FABOXE, mais uma vez marcada por conflitos, coloca em evidência a necessidade de reforçar os mecanismos de fiscalização e cumprimento das normas no desporto angolano.

O pleito reafirma a influência de Carlos Luís na modalidade, mas a sua liderança continua sob escrutínio devido às acusações recorrentes de práticas pouco transparentes.

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