Empresa Gulkis acusada de explorar trabalhadores angolanos
Empresa Gulkis acusada de explorar trabalhadores angolanos
gulkis

Trabalhadores da empresa Gulkis Comércio & Indústria, Lda., instalada na Zona Económica Especial, província do Icolo e Bengo, denunciam irregularidades laborais, incluindo baixos salários, longas jornadas de trabalho e ausência de subsídios, soube o Imparcial Press.

Segundo os funcionários da unidade fabril – que actua nos sectores de produção de leite e bolachas – estarão a receber um salário mensal fixo de cerca de 100 mil kwanzas, sem qualquer complemento remuneratório, independentemente da carga horária.

Os trabalhadores alegam que são submetidos a turnos de 12 horas, com horários que vão das 07h00 às 19h00 ou das 19h00 às 07h00 do dia seguinte, sem o pagamento de subsídios de turno, produção, assiduidade ou transporte.

A situação agrava-se, ainda, com alegados descontos salariais considerados injustificados. Conforme as informações, no mês de Fevereiro vários trabalhadores terão recebido valores significativamente inferiores ao salário base, com remunerações que variaram entre 48 mil e 86 mil kwanzas.

Os denunciantes questionam a discrepância entre os alegados níveis de facturação da empresa e as condições salariais praticadas, apontando também para desigualdades internas.

Os mesmos afirmam que estrangeiros ligados à gestão da empresa auferem salários que podem variar entre dois e três milhões de kwanzas mensais.

Face ao cenário descrito, os trabalhadores apelam à intervenção urgente das autoridades competentes, incluindo a Inspecção Geral do Trabalho (IGT) e deputados, no sentido de averiguar as condições laborais na unidade industrial.

O caso levanta preocupações quanto ao cumprimento da legislação laboral angolana, nomeadamente no que diz respeito à duração do trabalho, remuneração justa e atribuição de subsídios obrigatórios.

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