Empresário acusa assessor da Presidência de extorsão e intimidação
Empresário acusa assessor da Presidência de extorsão e intimidação
Alberto Cafussa

Um empresário angolano apresentou recentemente à Inspeção Geral da Administração do Estado (IGAE) uma denúncia contra o assessor de imprensa da secretaria geral da Presidência da República, Alberto Colino Cafussa, e o seu colega Alberto Mateus, acusando-os de tentativa de extorsão e intimidação durante um encontro relacionado com uma petição enviada ao Presidente da República.

Ao Imparcial Press, o empresário Tomás Alberto, contou ter submetido uma petição à Presidência da República, solicitando apoio institucional para a sua plataforma digital, com o objectivo de competir com grandes empresas internacionais que operam em Angola sem pagar impostos.

Segundo o empresário, essas plataformas estão a causar prejuízos económicos significativos ao país, devido à falta de regulamentação e fiscalização da sua actividade.

A petição, que pedia uma intervenção do Chefe de Estado para mitigar os danos causados pela informalidade digital e exclusão comercial, resultou numa convocação para uma reunião no Centro de Imprensa da Presidência da República de Angola (CIPRA). De acordo com Tomás Alberto, o encontro com Alberto Cafussa e Alberto Mateus desviou-se rapidamente do tema proposto.

O empresário afirma que, em vez de uma discussão institucional sobre a petição, foram feitas insinuações de pedidos de dinheiro, com Cafussa e Mateus a sugerirem que os projetos “devem trazer o cheiro do dinheiro”. Tomás Alberto interpretou esta abordagem como uma tentativa de extorsão.

De acordo com o empresário, o despacho que teria justificado a reunião nunca foi apresentado, e o foco do encontro teria mudado para questões pessoais, demonstrando pouco interesse pelas preocupações económicas levantadas.

Dias depois, Alberto Mateus, que inicialmente se opôs à petição durante a reunião, enviou uma mensagem ao empresário aconselhando “prudência e paciência”, o que gerou mais confusão sobre o verdadeiro objectivo do encontro.

Insatisfeito com a falta de respostas e com o teor do encontro, Tomás Alberto recorreu à IGAE, denunciando a falta de transparência e solicitando esclarecimentos sobre o despacho presidencial mencionado. No entanto, até ao momento, não recebeu qualquer resposta sobre o teor oficial do documento ou sobre a actuação de Alberto Cafussa.

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