Empresário Riquinho ameaça impedir a realização do Afrobasket 2025 em Angola
Empresário Riquinho ameaça impedir a realização do Afrobasket 2025 em Angola
Rquinho

A Confederação Africana de Basquetebol (FIBA África) confirmou, no mês em curso, a República de Angola como palco do 31º Campeonato Africano sénior masculino “Afrobasket” em 2025, depois das edições de 1989, 1999 e 2007. Acontece que o patrono da Casa Real, empresa que organizou a edição de 2007, ameaça impugnar a realização do certame por causa de uma dívida avaliada em quase 30 milhões de dólares, que o Governo angolano nega liquidar até a presente data.

O Imparcial Press soube junto de uma fonte fidedigna que, o empresário Henrique Miguel “Riquinho” pretende aproveitar o momento para apresentar uma queixa contra o Governo angolano junto ao Tribunal Arbitral do Desporto, um órgão internacional de justiça que regulamenta disputas relativas aos desportos.

Segundo a fonte deste jornal, passados quase 17 anos, o Governo angolano se recusa a pagar o valor acima citada a empresa Casa Real, que praticamente se encarregou da realização de Afrobasket 2007, pagando cerca de 90% de todas as despesas e muito menos reembolsar o investimento financeiro feito para se cumprir as obrigações do caderno de encargos da FIBA África.

De acordo com as explicações, a Casa Real (de Riquinho) celebrou um contrato de “gestão dos direitos de publicidade e marketing” com a FIBA África e pagou cerca de 4,5 milhões de dólares.

“Sem o qual o Afrobasket 2007 estava comprometido e seria entregue a um outro país, uma vez que o Comité Organizador do Campeonato Africano Sénior Masculino de Basquetebol (COCASM), que tinha a responsabilidade, em nome do Governo, não o fez por falta de verbas”, disse a fonte, salientando que o Estado angolano só disponibilizou as verbas do Afrobasket 2007 no dia 15 de Agosto de 2007.

Conforme as informações em posse do Imparcial Press, todas as despesas relativamente ao cumprimento das obrigações do caderno de encargos, nomeadamente: compra de bandeiras, placares electromecánicos da FAB e material de publicidade (mascote) foram pagas pelo empresário Henrique Miguel a título de empréstimo. “As transferências bancárias foram feitas na presença Tony Sofrimento, na altura, membro do COCASM”, reforçou a fonte.

Na altura, a Casa Real cobriu igualmente as despesas da campanha internacional com a vinda de uma equipa de basquetebol dos Estados Unidos da América, para jogos de exibição e promoção nacional e internacional.

“A Casa Real gastou cerca de sete milhões de dólares na compra dos placares electrónicos de publicidade que foram usados e montados nas províncias de Luanda e Benguela, uma operação que era coordenada pelo actual governador de Luanda, Manuel Homem, na altura director técnico da Casa Real”, frisou, adiantando que a referida empresa adquiriu junto a empresa Mbakassy & Filhos cerca de 150 viaturas, na ordem de 12 milhões de dólares.

No total, a empresa Casa Real gastou cerca de 25 milhões de dólares somente para cumprir o caderno de encargos, “sem contar com os mais de 2.5 milhões de dólares de outras despesas antes do dia 15 de Agosto, dia da cerimónia de abertura, que contou com a presença de vários grupos de dança, músicos nacionais e internacionais.

“Em suma, todas as despesas do Afrobasket 2007, de Abril a Agosto, estavam sob a responsabilidade da empresa Casa Real”, enfatizou a nossa fonte.

A fonte do Imparcial Press lamenta o desvio da verba disponibilizado pelo Governo angolano – através do Ministério da Juventude e Desporto e ao COCASM – relativamente às despesas do certame.

“Até hoje se desconhece o verdadeiro rumo do dinheiro que o Estado disponibilizou para o Ministério da Juventude e Desporto e ao COCASM para organizarem o Afrobasket, se foi a Casa Real que pagou cerca de 90% das despesas que até hoje não foram liquidados”, rematou.

Ao Imparcial Press, o empresário Henrique Miguel “Riquinho” disse que pondera avançar, em último extremo, para esta medida apesar de ser contra sua vontade. “Mas me encontro numa situação difícil, pois estou a ser empurrado para um beco sem saída”, assegurou.

Riquinho diz que não percebe o porquê do Ministério das Finanças lhe obrigar a apresentar o contrato celebrado entre a empresa Casa Real e o Ministério da Juventude e Desportos – através do COCASM – para a liquidação da dívida.

“Não percebo até hoje que contratos o Ministério das Finanças quer que eu apresente se a fotografia é a prova mais que evidente”, realçou, referindo-se ao contrato celebrado entre a sua empresa e a FIBA África.

“Os ministérios das Finanças e da Juventude e Desporto têm todos os contratos que a Casa Real celebrou relativamente ao investimento feito para a realização do Afrobasket 2007. Apresentamos o contrato dos direitos de publicidade e marketing e os comprovativos referentes aos pagamentos de todos os meios que se adquiriu, inclusivo das viaturas, dos músicos, dos motoristas, dos seguranças, dos protocolos e dos assessores”, sublinhou.

Para o responsável da Casa Real, o Comité Organizador do Campeonato Africano Sénior Masculino de Basquetebol (COCASM) emitiu uma declaração, reconhecendo a dívida.

“Quanto aos serviços prestados, o COCASM não assinou contrato com a Casa Real, mas reconheceu através de várias declarações, os gastos feitos por esta [Casa Real]”, salientou, lembrando que “na ausência de um contrato escrito esta declaração também serve”.

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