
O comandante nacional do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, comissário bombeiro principal Manuel Matanda Lutango, determinou o encerramento da Escola Nacional de Bombeiros, localizada no município de Viana, concedendo um prazo de apenas 48 horas para a desocupação das instalações.
A decisão, justificada como uma “ordem superior”, tem gerado descontentamento entre profissionais da corporação.
A emblemática instituição, que há mais de 20 anos desempenha um papel crucial na formação técnica de bombeiros e especialistas em protecção civil, será convertida em um Centro de Instrução Militar na centralidade do Zango 8000.
No entanto, fontes internas alegam que a nova infra-estrutura não oferece condições adequadas para manter a categoria de escola, sendo apenas compatível com um centro de formação básica.
A mudança tem sido amplamente contestada dentro da corporação, pois representa um rebaixamento no nível de formação e pode comprometer a qualidade dos serviços prestados.
Instrutores e funcionários manifestam-se indignados, argumentando que a decisão ignora a importância histórica e técnica da instituição.
“É inconcebível que alguém que se formou nesta escola decida pelo seu encerramento, sem considerar o legado e os desafios enfrentados por seus próprios ex-instrutores”, desabafou um profissional do sector.
A transição tem sido marcada pela desordem, com mobilizações de fim de semana para a retirada de mobiliário e equipamentos. A Escola Nacional de Bombeiros já enfrentava dificuldades estruturais e financeiras, mas continuava a ser a principal referência na formação do setor.
Diante da crescente insatisfação, bombeiros e instrutores apelam ao Ministério do Interior para reconsiderar a decisão e assegurar a continuidade da formação qualificada, essencial para a atuação dos profissionais em situações de emergência e salvamento.