
O escritor angolano Lopito Feijó foi nomeado pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN), do Brasil, para integrar o júri do Prémio Camões de Literatura, nas suas 37ª e 38ª edições, durante o biénio 2025/2026. A nomeação já foi publicada no Diário da União, o veículo oficial de comunicação do Governo Federal do Brasil.
Em declarações à impresa esta sexta-feira, o poeta e escritor expressou a sua satisfação e honra pela escolha, considerando-a um estímulo para a sua trajetória literária.
“É uma grande honra integrar o corpo de jurados de um dos mais prestigiados prémios literários do mundo e o mais cobiçado no espaço lusófono”, afirmou.
Lopito Feijó destacou que a nomeação é reflexo da repercussão do seu trabalho crítico e literário, que desenvolve há mais de quatro décadas, tanto em Angola como no exterior.
O escritor aproveitou a ocasião para apelar ao maior empenho da sociedade na promoção da literatura nacional, enfatizando que ainda persistem dificuldades na divulgação das obras angolanas.
“Nos últimos anos, temos vindo a internacionalizar as nossas ações e, consequentemente, o nosso nome já é amplamente reconhecido nos círculos onde se discute, se aprecia e se promove a literatura de língua portuguesa”, sublinhou.
Feijó defendeu ainda a necessidade de dinamizar a circulação da literatura no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), de forma a fortalecer a presença dos escritores lusófonos no panorama literário internacional.
Segundo o autor, essa dinamização contribuiria para incentivar novos criadores e reforçar os laços culturais entre os países de língua portuguesa.
A divulgação do vencedor do Prémio Camões está prevista para Junho deste ano, e o concurso está aberto a escritores dos nove Estados-membros da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Criado em 1988, o Prémio Camões de Literatura é uma iniciativa conjunta da Fundação Biblioteca Nacional do Brasil e da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) de Portugal.
O júri é composto por personalidades de reconhecido mérito cultural e literário, responsáveis por avaliar a relevância da obra dos escritores concorrentes.
Sobre Lopito Feijó
João André da Silva Feijó, conhecido como Lopito Feijó, nasceu a 29 de setembro de 1963, no Lombe, província de Malanje. Estudou Direito na Universidade Agostinho Neto (UAN), em Luanda, e exerceu funções como deputado da Assembleia Nacional de Angola.
Além da sua carreira política, foi cofundador da Brigada Jovem de Literatura, desempenhando um papel fundamental na promoção da literatura angolana.