Esposa e filhos de “Man Genas” devolvidos à liberdade
Esposa e filhos de "Man Genas" devolvidos à liberdade
vume esposa

As autoridades angolanas, através do Serviço de Investigação Criminal (SIC), devolveram à liberdade hoje, quarta-feira, 28, em Luanda, a esposa e os dois filhos menores do ex-membro do HDA, Gerson Quintas “Man Gena”, quatro dias depois de chegarem de Maputo, capital da República de Moçambique.

Clemência Suzete Vume juntamente com outros membros da sua família [o marido e os filhos] foram expulsos de forma coerciva pelo Governo moçambicano no domingo último, sob acusação de terem entrado irregularmente naquele território.

Em declarações à imprensa, Clemência Vume, de 26 anos, que estava sob custódia das autoridades angolanos, numa unidade hoteleira, lamentou o facto de o esposo estar detido, logo após a chegada de Maputo devido às inúmeras acusações que proferiu contra várias figuras de proa ligadas ao regime de João Lourenço, particularmente contra o ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, e o director-geral adjunto do SIC, Fernando Receado.

Conforme a esposa de Man Genas, que se encontra em estado de mãe, tão logo que o avião aterrou em Luanda, no domingo, o seu esposo foi logo entregue às autoridades e já não manteve contacto com ele.

Apesar de ter apoiado directamente as denúncias do esposo [antigo traficante de droga], a mulher revelou que foi sempre “bem tratada” pelas autoridades desde que chegou a Luanda.

“Eu e as crianças estamos bem! Quero apenas que as autoridades soltem o meu esposo porque daqui a pouco eu vou dar à luz e precisamos dele”, implorou.

Clemência Suzete Vume reconhece que ela, o esposo e os filhos entraram ilegalmente no território moçambicano, mas lamentou o facto de as autoridades daquele país os ter tratado muito mal.

“Desde que chegámos a Moçambique fomos submetidos a um cárcere privado de um ano. As autoridades moçambicanas trataram-nos muito mal”, referiu.

Denúncias infundadas

O superintendente-chefe Manuel Halaiwa garantiu hoje que o SIC investigou as denúncias feitas em Janeiro do ano passado pelo cidadão Gerson Quintas “Man Genas”, nas redes sociais, que acusou altas patentes da Polícia Nacional, Forças Armadas Angolana (FAA) e do SIC, de estarem ligadas ao narcotráfico, e concluiu que são infundadas.

O director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC, adiantou ainda que tudo quanto “Man Genas” denunciou não está comprovado e aconselha o denunciante a apresentar provas das acusações.

“Em razão da matéria, o SIC levantou e despoletou um conjunto de investigação e não conseguiu apurar os dados apresentados na denúncia. Agora que está presente às autoridades judiciárias angolanas, o denunciante tem a soberba oportunidade de ajudar as autoridades a provar os factos”, referiu Manuel Halaiwa.

Segundo as informações, o Serviço de Investigação Criminal acusa Man Genas de crimes de calúnia e difamação, ultraje ao Estado, Símbolos e Órgãos de soberania.

Man Genas, que vivia em Moçambique há um ano, onde se refugiou por alegada perseguição, foi detido na sequência da sua expulsão administrativa pelas autoridades moçambicanas, por entrada e permanência ilegal naquele país.

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