Estados Unidos e Israel lançam ataque conjunto contra o Irão
Estados Unidos e Israel lançam ataque conjunto contra o Irão
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Os Estados Unidos da América e Israel iniciaram, na manhã deste sábado, uma ofensiva militar coordenada contra alvos no Irão, marcando uma nova e grave escalada nas tensões no Médio Oriente.

Explosões foram ouvidas na capital, Teerão, assim como em várias outras cidades iranianas, numa operação que já provoca apreensão internacional.

Segundo informações preliminares, a ofensiva – identificada em algumas fontes como Operation Lion’s Roar – envolveu ataques aéreos e lançamentos de mísseis contra infra-estruturas militares, instalações governamentais e outros alvos estratégicos em múltiplos pontos do território iraniano.

Várias cidades foram relatadas como afetadas pelos ataques:

  • Teerão: explosões significativas foram ouvidas em diferentes áreas da capital, com nuvens de fumo visíveis no horizonte.
  • Qom: centro religioso do país e alvo de operações.
  • Isfahan: importante cidade central do Irão, também atingida.
  • Kermanshah: reporte de impacto e atividade militar.
  • Tabriz: outra urbe mencionada em relatos de ataque.
  • Karaj: região próxima a Teerão indicada como afetada pela ofensiva.

Autoridades iranianas ordenaram o encerramento do espaço aéreo civil e relataram interrupções nas comunicações móveis em várias regiões.

As forças de defesa do Irão afirmaram que estão a preparar uma resposta que classificaram como “ esmagadora” contra o ataque conjunto.

O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou o lançamento das “principais operações de combate”, justificando a acção com a necessidade de neutralizar ameaças que, segundo Washington, emanam do regime de República Islâmica do Irão e dos seus programas nuclear e de mísseis.

Por sua vez, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o ataque foi realizado para “remover ameaças existenciais” ao Estado israelita, e declarou um estado de emergência permanente no país à medida que se prepara para possíveis réplicas iranianas.

O anúncio dos ataques ocorre num contexto de negociações diplomáticas recentes entre Washington e Teerão, com o objetivo de limitar o programa nuclear iraniano, mas sem resultados decisivos.

Analistas advertiram que a ofensiva pode desencadear um conflito de larga escala, com implicações regionais e globais ainda difíceis de prever.

A situação permanece em evolução, com autoridades internacionais a apelarem à contenção e à procura de soluções diplomáticas para evitar uma escalada ainda maior no Médio Oriente.

No entanto, a escalada militar entre os Estados Unidos, Israel e o Irão poderá ter fortes repercussões no mercado internacional do petróleo, uma vez que o conflito envolve uma das regiões mais estratégicas para o abastecimento energético global.

O Irão é um dos principais produtores da OPEP e controla, em conjunto com outros países da região, o Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

Qualquer ameaça ao tráfego marítimo nesta rota pode provocar interrupções no fornecimento, levando a uma subida imediata dos preços do crude nos mercados internacionais.

Analistas do Imparcial Press alertam que um conflito prolongado poderá aumentar a volatilidade dos preços, pressionar economias dependentes de importações de energia e agravar a inflação global, num contexto já marcado por instabilidade geopolítica.

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