
O corpo de Silva Gonga Cordeiro, jovem angolano de 23 anos, foi encontrado sem vida na noite da última segunda-feira (18), numa praia localizada a cerca de 7 km da sua residência, em França.
O estudante havia concluído recentemente o mestrado em Engenharia Mecânica e preparava-se para regressar a Angola, após cinco anos de estudos naquele país europeu.
Segundo informações prestadas por familiares, Silva Cordeiro obteve uma bolsa de estudo patrocinada pela TotalEnergies, através de uma parceria com a Escola Eiffel, em Malanje, tendo deixado Angola em 2020.
De acordo com relatos iniciais, o corpo foi localizado sem camisa, com alguns pertences ao lado, mas sem documentos de identificação.
As autoridades francesas atribuíram a morte a um possível afogamento, versão contestada por amigos e familiares, que levantam suspeitas de crime premeditado.
“Os colegas que acompanharam a ocorrência afirmam que a primeira informação indicava a presença da documentação junto ao corpo, mas a polícia francesa nega tal facto. Há contradições que precisam ser esclarecidas”, disse um membro da família, em declarações ao Imparcial Press.
A família alega ainda ter sido informada da morte apenas na quinta-feira (21), três dias após a ocorrência, e critica a falta de comunicação oficial por parte da Embaixada de Angola em França e da Embaixada de França em Angola, que até ao momento não se pronunciaram sobre o caso.
O irmão da vítima, residente em Luanda, apelou à intervenção urgente das autoridades diplomáticas e governamentais para que sejam dadas explicações sobre as circunstâncias da morte e para garantir o repatriamento do corpo, que permanece em território francês há quase uma semana.
Este é o quarto caso registado em 2025 envolvendo estudantes angolanos que perderam a vida em circunstâncias suspeitas no exterior, segundo denúncias de famílias e associações da diáspora.
A família de Silva Gonga Cordeiro, residente no bairro Campo de Aviação, em Malanje, aguarda apoio institucional para a transladação e sepultamento em Angola.