Estudante morto pelo colega durante a disputa de carteira na sala de aula já foi sepultado
Estudante morto pelo colega durante a disputa de carteira na sala de aula já foi sepultado
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Os restos mortais do estudante Dorivaldo Mateus, de 14 anos, morto à facada, por um colega, no passado dia 19, no Complexo Escolar Hoji-ya-Henda, foram, ontem, sexta-feira, 22, a enterrar no Cemitério Municipal de Cazengo, localizado na localidade do Catome de Cima, zona periférica da cidade de Ndalatando, província do Cuanza Norte.

Familiares e amigos renderam a última homenagem ao malogrado, num ambiente marcado por sentimentos de consternação. Dó, como era carinhosamente chamado, estudava a 6. ª classe e foi morto na escola, por uma briga de carteiras que aconteceu uma semana antes do infortúnio.

Manuel Bandula, um dos avós da vítima, apelou aos familiares, parentes e amigos calma e serenidade, evitando fazer justiça por mãos próprias.

O porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional, Edgar Salvador, disse que é a primeira vez que se regista um caso do género na região.

Segundo Edgar Salvador, o incidente ocorreu na sequência de competições entre grupos rivais transportadas para a escola, que culminaram com uma luta, supostamente, iniciada devido a provocações do falecido, que agrediu o colega que, por sua vez, fazendo uso de uma sabre, desferiu um golpe na região do tórax da vítima.

O porta-voz apelou aos pais e encarregados de educação no sentido de conversarem mais com os filhos e educandos, para evitar tragédias do género.

O causador da morte, acrescentou, está sob custódia das autoridades, por ser menor de idade, e vai ser encaminhado ao Ministério Público.

Aulas suspensas

As aulas no Complexo Escolar Hoji-ya-Henda estão suspensas, desde o dia do incidente, com possibilidades de retornarem na próxima segunda-feira. Professores e alunos temem pela sua segurança e apelam às autoridades policiais o reforço do policiamento.

Numa reunião realizada, ontem, numa das salas da escola, professores manifestaram-se preocupados com a falta de vedação, agentes de segurança e iluminação pública na instituição.

Segundo a directora da instituição, Domingas Galho, as reivindicações dos professores já foram apresentadas ao Gabinete Provincial da Educação, que prometeu resolver as questões da vedação e iluminação o mais rápido possível.

Sabe-se que o Comando Municipal da Polícia Nacional de Cazengo destacou um contingente, com quatro efectivos, para o asseguramento provisório da escola.

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