Estudantes denunciam “venda” de notas no Instituto Superior Politécnico do Moxico
Estudantes denunciam “venda” de notas no Instituto Superior Politécnico do Moxico
IspLuena

Um grupo de estudantes do Instituto Superior Politécnico do Moxico (ISP-Moxico), província a leste de Angola, está a denunciar um esquema de suposta corrupção que envolve o corpo com a compra e venda de notas académicas aos “alunos”, que tenham como resultado negativo nas avaliações de provas curriculares, cujo valor varia entre 15 a 30 mil kwanzas, por cada disciplina, apurou o “Imparcial Press”.

Durante o primeiro semestre do Ano Lectivo 2022/2023, avança a denúncia, nos cursos de Enfermagem, Física, Geografia, Química, Matemática e Ciências da Computação, todos estudantes que tiveram notas negativas abaixo de cinco valores, nas disciplinas de Língua Portuguesa, Geografia Económica e Social, Psicologia Geral, Psicologia de Desenvolvimento e Aprendizagem e Psicologia Pedagógica, Geografia Física Geral e Didática, Metodologia de Investigação em Educação, apareceram como aptos com notas acima de 15 valores na pauta.

“É lamentável uma instituição do ensino superior termos docentes corruptos a venderem notas por 15 a 30 mil kwanzas. Temos colegas que não estudam e tiveram notas abaixo de cinco valores, mas foram a exame e aprovaram com notas superiores a nós”, disse uma fonte pedindo anonimato por medo à represálias.

Fontes deste portal revelam que, os professores expatriados de nacionalidade cubana cobram 15 mil Kwanzas por disciplina, mas os angolanos 30 mil.

Os “comerciantes” de notas são:

  • Amâncio dos Santos, professor de Língua Portuguesa – este só cobra 30 mil kwanzas.
  • Leovis Torres Munoz, professor de Geografia Económica e Social.
  • Ludmila Juan Martínez, professora de Psicologia Geral, Psicologia de Desenvolvimento e Aprendizagem e Psicologia Pedagógica.
  • Zudilka Rodriguez Ramos, professora de Geografia Física Geral e Didáctica da Geografia.
  • Aldo Scrich, professor de Metodologia de Investigação em Educação.

Ainda de acordo com os denunciantes, o fenómeno de “kandonga” de notas naquela instituição académica para beneficiar estudantes menos aplicados, é de conhecimento da direcção do ISP-Moxico, que, de um tempo à esta parte, várias reclamações em relação às injustiças na atribuição de notas foram apresentadas à mesma direcção, mas sem resolução.

Este portal procurou manter contacto para a resposta que se impõe, mas mal sucedido.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido