Ex-directora da TPA no Uíge envolvida em nova polémica
Ex-directora da TPA no Uíge envolvida em nova polémica
TPA uige

A jornalista Rita Solange, que foi recentemente exonerada pelo Conselho de Administração, do cargo de diretora da TPA na província do Uíge, pode fazer parte de um grupo de ex-gestores dos centros de produção que nesta altura se encontram na redação central em Luanda como repórteres nas áreas estratégicas.

Notícias provenientes de Camama, afirmam que muitos jornalistas da redação central não querem ver a Rita naquelas paragens devido ao seu mau carácter na forma de tratar as pessoas. Terá sido essa a razão que levou os profissionais do Uíge a escreverem ao Conselho de Administração para que ela fosse exonerada do cargo.

Depois de ter levado mais de um ano, finalmente Rita vai ao “estaleiro” para se juntar aos demais outros que já assumiram cargos de direcção entre os quais o jornalista Cândido Calombe que é agora editor de política em substituição de José Camangula.

No Uíge, os 13 profissionais que assinaram uma carta denunciando maus-tratos e abuso de poder por parte de Rita Solanje foram recentemente convocados pelo tribunal local para responder a acusações de crimes de “calúnia” e “difamação” feitas pela ex-directora.

Rita alega que essas acusações mancharam sua reputação e busca compensação financeira. Disse há dias a alguns de seus amigos que o tribunal já lhe tinha dado razão, porque uma das suas tias que trabalha na Cidade Alta, cujo nome não foi identificado, estará a pagar os honorários ao advogado, e está igualmente a insistir que o nome da Rita seja o mais rapidamente limpo, para lhe dar a possibilidade de assumir um novo cargo no Executivo, ou ser nomeada como directora da TPA noutra província, e supõe-se que seja no centro de produção de Luanda.

Porém, a defesa dos arguidos remeteu em sede do mesmo tribunal, outras provas supostamente mais graves que podem fazer a diferença no processo (Rita pode ser acusada de outros crimes. Há por aí relatos que, segundo os quais, andou a receber do governador do Uíge cerca de 400 mil kwanzas/mês).

Com este dinheiro, Rita apetrechou o seu apartamento na quadra número 13 da centralidade de Quilumoço, e comprou uma cama avaliada em mais de um milhão de kwanzas.

O Sindicato de Jornalistas de Angola, na pessoa de Teixeira Cândido, que se responsabilizou em pagar todos os honorários a favor dos arguidos que assinaram a carta com denúncias contra Rita, apelou por inúmeras vezes para que a jornalista retirasse a queixa-crime, mas ela se recusou, alegando que sua tia que trabalha próximo do Presidente da República, insiste que ela limpe o nome para que venha ocupar outros cargos.

Mostrou inclusive fotografias onde a suposta tia, cujo nome manteve em silêncio, se encontra ladeada de várias personalidades do país e do partido MPLA.

Será por isso que Rita não quer recuar?

Os seus amigos já começaram avisar os profissionais acusados que lhe vão indemnizar, tendo já apelado alguns dos seus colegas (muito antes da sua exoneração) para sensibilizar alguns para venderem as casas e carros para lhe pagarem.

IGAE conivente

A IGAE desvalorizou as acusações dos profissionais, tendo enviado para a TPA Uige uma carta onde afirma não ter havido provas palpáveis sobre todas as acusações feitas pelos técnicos da TPA sobre a Rita Solanje.

Feitas as diligências, tomou-se conhecimento de que o delegado provincial da IGAE é parente de Rita Solanje, e ambos vieram das terras da “Palanca Negra Gigante” e, nesta altura, moram no mesmo edifício na nova centralidade do Uíge.

Depois dos resultados da inspecção realizada ao centro da TPA Uíge, a decisão da IGAE deixou Rita Solange mais confortável, satisfeita e supostamente vencedora do caso, tendo igualmente reencaminhado o documento a várias pessoas e instituições de sua confiança, como demonstração de vitória sobre o assunto.

Três dias depois veio a notícia da sua exoneração, tendo sido substituída por Miguel Domingos, conhecido como formador nas lides dos jornalistas da casa. Ainda bem que Rita Solanje tem a tia próxima do poder para lhe facilitar assunção de outros cargos.

Quanto ao Uíge, apesar da demora para a sua exoneração, estamos conversados, e parabenizar o jornalista Francisco Mendes pela coragem em enfrentar essa tal tia que trabalha com PR, para dar solução a um problema que apoquentava os profissionais do Uíge.

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