Ex-dirigentes do Conselho Nacional de Juventude acusados de má gestão e crimes financeiros
Ex-dirigentes do Conselho Nacional de Juventude acusados de má gestão e crimes financeiros
CNJ 4

O Conselho Nacional de Juventude (CNJ) reuniu, quinta-feira, no anfiteatro da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, com o objectivo de esclarecer informações divulgadas recentemente em redes sociais, que põem em causa a honra e o bom nome da instituição e dos seus dirigentes.

Durante o encontro, que contou com a participação da Comissão Directiva, Mesa da Assembleia Geral e Conselho Fiscal e Jurisdicional, foram identificados quatro ex-dirigentes envolvidos em alegados actos de má gestão, desvio de fundos e irregularidades administrativas, que terão resultado em danos financeiros e reputacionais para o CNJ.

André Miguel de Araújo, ex-secretário para Projectos e Programas, foi afastado da Juventude da Igreja Evangélica de Angola (JIEA) por envolvimento em caça furtiva, violando o Decreto Presidencial nº 222/24 e a Lei nº 6/17.

Vitorino João Matias “Ngoma Mbuta”, ex-secretário para Relações Internacionais, enfrenta acusações de venda indevida de uma viatura oficial do CNJ, um Mitsubishi L200, após um acidente parcial, sem autorização da Comissão Directiva.

Wilson dos Santos Domingos, ex-secretário-geral, foi exonerado por falsificação de documentos e da assinatura do presidente do CNJ, prática que, segundo a instituição, comprometeu a gestão administrativa.

Edson de Sousa Manexi, ex-assessor e coordenador adjunto do PROJAPRON, é acusado de desviar 1.980.000 kwanzas destinados ao aluguer de um bulldozer para desmatamento de terras cedidas à juventude de Icolo e Bengo para fins agrícolas.

Perante a gravidade dos factos, as 147 organizações presentes no encontro recomendaram a abertura de um processo-crime contra os envolvidos e o encaminhamento do caso ao Conselho Fiscal e Jurisdicional para análise e responsabilização.

Também foi proposta a publicação de um edital nos meios de comunicação oficiais para informar a desvinculação dos ex-membros da Comissão Directiva e do CNJ, além de um posicionamento público de repúdio às condutas imputadas.

Os participantes aprovaram ainda o envio de uma carta ao Presidente da República e ao Ministério da Juventude e Desportos, reafirmando o apoio à Comissão Directiva, cujo mandato vigora até Novembro de 2026.

O Conselho Nacional de Juventude destacou a necessidade de preservar a integridade da instituição e reafirmou seu compromisso com a ética e a transparência na gestão dos assuntos juvenis.

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