
Resposta de Florindo da Costa Martins ao anúncio da Securitas, empresa de Silvio (Décio) Madaleno, publicado nas redes sociais a 13 de Março.
Por virtude de o Sr. Silvio Alves Madaleno, mais conhecido por Décio Madaleno, ter publicado uma notícia falsa, num blogue falso, CNN Angola, e também no Jornal de Angola, no dia 13.03.2023;
Considerando que no referido texto fui ofendido, insultado, caluniado, difamado e injuriado com afirmações falsas sobre a minha pessoa, a minha honra, imagem e bom nome, apenas para desviar a atenção do essencial, lançar areia para os olhos e distrair os menos atentos, venho repôr a verdade dos factos em resposta ao mesmo:
1 – Não vejo o Sr. PGR desde os tempos da tropa, ou seja, insinuou intencional, maldosa e caluniosamente que eu e a pessoa do Sr. PGR estamos a arquitetar um plano para esturquir a familia madaleno. Deve responder por isso nas instancias competentes.
Não há um pingo de verdade em tudo quanto o Sr. Silvio Alves Madaleno narrou no referido texto; aliás, isto é característico na sua personalidade e carácter, de ser um individuo sem escrúpulos, arrogante, petulante, mentiroso e burlador, que sempre se pautou por práticas nada abonatórias, sempre para se enriquecer sem justa causa, ao contrário de mim, que servi durante 37 anos as Forças Armadas Angolanas e não tenho na minha ficha militar nenhum registo de qualquer prática indecorosa ou disciplinar.
Que o digam os meus superiores hierárquicos ou mesmo os meus subordinados que dirigi ou mesmo na base de dados dos serviços criminais do meu país, bem como, nunca respondi em justiça por qualquer ilícito que fosse; portanto , ao contrário do Sr. Silvio Alves Madaleno, eu considero-me dentro do grupo de cidadãos honestos, enquanto ele nas duas nacionalidades que detém, em nenhuma delas, parece que não tem esta avaliação .
Como se pode depreender, existe muita diferênça entre nós em relação ao carácter e mesmo em relação à educação paternal, pois para ele, o melhor carácter é o enriquecimento ilícito a atingir por qualquer meio, é ser rico, arrogante, um ser superior aos demais, mas para mim é ser humilde, trabalhador, honesto, corajoso, digno do meu nome de família, pautando-me pelo respeito ao próximo e pelas boas práticas de convivência humana.
2 – A empresa do Sr. Sílvio Alves Madaleno, a primeira, com a designação de SECURITAS DE ANGOLA, LDA., foi criada no ano de 1999, tendo como sócios todos membros da sua família,nomeadamente: os pais e irmãos e o único sócio estranho, não membro da familia, foi um oficial da Policia Nacional, que não importa aqui mencionar, porque é uma pessoa por quem nutro muito respeito;
Esta pessoa nunca foi tratada, na realidade, como verdadeiro sócio. Nunca se beneficiou das regalias e dos benefícios como tal. Foi sempre excluído. Isto não é verdade Sr. Silvio Alves Madaleno?
3 – Entrei para a referida empresa do Sr. Sílvio Alves Madaleno no ano de 1999, tendo desempenhado o cargo de Director-Geral Adjunto até altura de minha saída em 2017, não é verdade do Sr. Sílvio Alves Madaleno?
4 – Em 2012, evitando fugir às dívidas que a empresa contraíu e prestar contas aos restantes sócios durante estes anos todos que não presto. O Sr. Sílvio Alves Madaleno mudou o nome da empresa para SECURITAS, SAE, SA. e excluíu do pacto social da empresa alguns sócios nomeadamente, os seus irmãos e reduziu a cota, a percentagem do tal sócio, Oficial da Polícia, passando o Sr. Sílvio Alves Madaleno para sócio maioritário.
Pergunto: Quem foi que passou a ser também o sócio-gerente desta nova empresa , não foi o Senhor?
Não ficou tudo na mesma. Nós funcionários da anterior empresa, não passamos para a nova, assim como, o Sr. Sílvio Alves Madaleno passou a ser o seu dono absoluto. Mudou alguma coisa entre a anterior e a nova empresa? Na vida real não é a mesma empresa? Diga se não é verdade Sr. Sílvio Alves Madaleno?
5 – Não é verdade que em 2005, ainda nas vestes da primeira empresa, o Sr. Sílvio Alves Madaleno burlou a mim e a outro funcionário que, por respeito não vou aqui mencionar o nome dele, mas vou fazê-lo perante as autoridades competentes, convencendo-nos que vai pedir um empréstimo no BESA nos montantes de 1.250.000.00 USD (Um milhão e duzentos e cinquenta mil Dólares Americanos) no meu caso, e 800.000.00 USD (Oitocentos mil Dólares Americanos) ao meu colega, respectivamente, com o argumento de fazer investimentos para a sua empresa, valendo-se do cargo que o seu irmão Sr. Álvaro Sobrinho ocupava no BESA, tendo a papelada toda sido tratada na sua empresa?
Não é verdade Sr. Sílvio Alves Madaleno que ambos, eu e o outro seu funcionário, não nos beneficiamos de sequer um cêntimo deste dinheiro?
6 – Diga Sr. Sílvio Alves Madaleno se não é verdade que o senhor nos enganou e garantiu-nos, dizendo que não corríamos risco nenhum, que comprometia-se a honrar o compromisso do pagamento de todas as prestações dos empréstimos que fez no BESA e que não nos preocupassemos porque o seu irmão era o presidente do BESA?
7 – Diga Sr. Sílvio Alves Madaleno se não é verdade que foi aberta no BESA uma conta «fantasma» em meu nome, sem o meu conhecimento, onde foi depositado este dinheiro e, por onde o Senhor levantou o mesmo e que fez o pagamento ao BESA entre 2005 até 2010, data em que deixou de pagar a dívida e quando recebo o primeiro aviso do BESA?
8 – Diga Sr. Sílvio Alves Madaleno se não é verdade que, em 2017, pelo facto de eu ter solicitado uma dispensa de serviço por dois meses, para acompanhar o estado de saúde de minha filha que estava padecendo do coração, o Sr. nomeou, na minha ausência, outra pessoa expatriada para ocupar o meu lugar, alegando que a empresa não podia esperar, forçando-me a uma demissão forçada depois de cerca de 18 anos de serviço, sem que me tenha indemnizado em nada, apenas me beneficiei de dois meses de salário, nunca me tendo sido pagos créditos laborais vencidos?
9 – Em 2018, depois de me ter beneficiado do segundo mês da minha reforma, por ordem do INSS, foi cancelada a minha reforma e de todos os colegas reformados pela SECURITAS, SAE,SA, tendo nos sido informado que foi pelo motivo da sua empresa, faltar durante anos ao pagamento dos impostos; ficamos um ano sem receber a reforma e o Sr. Sílvio Alves Madaleno, insensível como é, não aceitou pagar o montante da nossa reforma, enquanto esta esteve suspensa e foi graças a boa-fé do Director Nacional do INSS, depois de três audiências que mantive com ele, que desbloqueou as nossas reformas.
Foi por causa das situações ilegais criadas pelo Sr. Sílvio Alves Madaleno que sofri um AVC, que por pouco me tirou a vida, estando ainda debilitado, em fase de recuperação, mas com uma incapacidade parcial permanente. Diga Sr. Sílvio Alves Madaleno se não é verdade?
10 – Diga Sr. Sílvio Alves Madaleno se alguma vez eu tive responsabilidades directas na elaboração da folha de salários e se o Departamento de Recursos Humanos dependia de mim, como Director-Geral Adjunto, ou de si do Director-Geral?
Eu tinha alguma responsabilidade de conferir e aprovar a folha de salários mensalmente?
Eu alguma vez tive responsabilidades de movimentar dinheiro na banca, assinar cheques ou se arrombei algum cofre na empresa para roubar 400.000.00 euros, conforme me está a acusar!?
A ser verdade, porque é que não fez uma participação à Policia e me manteve estes anos todos na empresa com um cargo de direcção?
Então, o Sr. Sílvio Alves Madaleno já não se lembra que distinguiu-me com um Diploma de Reconhecimento e Mérito?
Veja a prova, a fotografia onde estou a seu lado no acto em que fui reconhecido e distinguido por si. Nessa mesma foto que o Sr. Sílvio Alves Madaleno publicou a difamar-me! Tenha vergonha, porque a mentira tem perna curta.
Sr. Sílvio Alves Madaleno, tenha pudor, moral, pelo menos seja sincero uma vez na vida. Tenha carácter. Não peço por Deus porque o senhor não acredita nele, mas diga se é verdade que alguma vez roubei-lhe 400.000.00 Euros e não se esqueça também de apresentar as provas?
11 – Veja, Sr. Sílvio Alves Madaleno, o saldo da minha conta bancária no BAI e os bens que tenho. Para seu conhecimento, ao contrário de si, apesar da minha idade, ainda vivo em casa de renda. A única casa modesta que tinha, tive que vender, para ir-me tratar no exterior.
O dinheiro dessa venda está congelado por ordem do Tribunal por causa da sua dívida ao BESA. Sou agora executado na Acção Executiva n.º 3181/017-A, 2.ª Secção Civil do Tribunal da Comarca de Luanda, onde já me defendi, repondo a verdade dos factos, porque nunca recebi um tostão do alegado empréstimo.
Foi o Sr. Sílvio Alves Madaleno que recebeu o dinheiro, mas não pagou a dívida, como era seu dever, quebrando até hoje todas as promessas feitas.
Todo o dinheiro que tenho é 23.000.000.00 kz, congelado judicialmente, por sua causa desde Abril de 2022!
Diga Sr. Sílvio Alves Madaleno, se não é verdade e que o senhor comprometeu-se a devolver, inclusivé solicitou o número do IBAN da minha irmã?
Lembre-se Sr. Sílvio Alves Madaleno que não vale a pena desmentir, porque tenho provas gravadas da conversa que tive consigo!
12 – Diga, Sr. Sílvio Alves Madaleno, que não é verdade que, em Junho de 2022, o senhor iludiu-me e enganou-me, uma vez mais, quando pediu que eu assinasse um mandato para representação e negociação da dívida no valor em kwanzas de 289. 999. 868,00 com o Banco Económico (Ex-BESA), Exequente na referida acção executiva, para o seu advogado, Dr. Nuno Dente, fazer a negociação e regularização directa daquela dívida, advogado que nunca reuniu comigo, sem apresentar qualquer resultado até hoje?
13 – Diga, Sr. Sílvio Alves Madaleno, que não é verdade que fui falar consigo três vezes na companhia de meu filho e que o senhor prometeu e assumiu nos dois encontros que ía resolver tudo, para eu não me preocupar com nada.
Tenho a gravação!
Só que o senhor não é homem de palavra. É um mentiroso. Diga se não é verdade que no terceiro encontro o senhor me faltou ao respeito, foi arrogante, não levou em linha de conta que eu tenho razão e o meu estado de saúde grave?
14 – O Sr. Sílvio Alves Madaleno, disse no seu texto que ajudou funcionários da empresa com empréstimos para compra de casas e viaturas. Mais uma mentira!
A mim, em cerca de 18 anos, nunca me fez empréstimos para estas finalidades, bem como de nenhum funcionário e podia fazê-lo. É dono de uma empresa de construção! Olhe que não vai ficar bem na fotografia, quando os seus trabalhadores lerem estas suas mentiras!
Eu não tenho nenhuma lembrança sua disso. A viatura que me foi distribuída para trabalhar está na sucata. Diga se não é verdade?
15 – Diga, se não é verdade Sr. Sílvio Alves Madaleno, que o Sr. ficou com um terreno meu na zona nobre de Talatona, que eu, com boas intenções disponibilizei para a sua empresa fazer de oficina?
Esteve anos a fio sem me pagar um tostão como renda e que, posteriormente, em troca comprou-me uma casa que mais se parecia com um anexo!
Este negócio provocou inclusivé conflitos com minha mulher. Não me obrigue a recebê-lo porque ainda tenho os documentos em meu nome. Diga lá se não é verdade?
16 – Eu nunca estive no lugar errado como o Sr. Sílvio Alves Madaleno sempre esteve e está para se enriquecer, como, por exemplo, para conseguir todo aquele espaço na orla marítima da Chicala, ex- Kilombo. Participei, como se lembra, na evacuação daquela população. Eu sei como conseguiu.
Sente-se que é o todo poderoso, com a arrogância que o caracteriza. Mas não o conseguiu com concorrência legal.
Foi graças ao facto de, na altura, ter como sócios as filhas do ex-Presidente José Eduardo dos Santos.
A mim o Sr. Sílvio Alves Madaleno não me engana. Conheço-o bem desde 1999. O Sr. Sílvio Alves Madaleno não tinha nada, nem casa tinha, começou a ficar rico quando o BESA se instalou cá no país. Diga se não é verdade?
17 – O que o Sr. Sílvio Alves Madaleno quer é que eu sofra outro AVC para morrer de vez, para apagar tudo e não assumir a sua dívida que contraíu no BESA!
E, também, não devolverem o meu dinheiro que se encontra congelado por ordem do Tribunal, para morrer à fome ou por falta de consultas e medicamentos!
Mas uma coisa lhe garanto Sr. Sílvio Alves Madaleno, com a ajuda de Deus, antes de morrer, vou provar junto na PGR, SIC e no Tribunal da Comarca de Luanda (onde está o processo executivo), as mentiras, falsidades, ofensas, insultos, calunias, difamações e injurias sobre a minha pessoa, a minha honra, imagem e bom nome, a burla e abuso de confiança que o Senhor me fez e continua a fazer.
O Sr. Sílvio Alves Madaleno vai mesmo assumir a dívida do empréstimo e dinheiro que usou para comprar bens em Angola e em Portugal e eu vou lutar para o descongelamento do meu dinheiro no BAI, ganho honestamente com sacríficio, pois é a única riqueza que possuo para o meu tratamento no exterior.
O Sr. Sílvio Alves Madaleno vai me indemnizar por todas as maldades que me tem feito, pelos cerca de 19 anos que trabalhei na sua empresa, pelos 12 meses que fiquei privado da minha reforma, pelo tempo que o meu dinheiro está bloqueado no BAI e pelo grave estado de saúde em que me encontro.
Não se esqueça que tenho herdeiros, que vão dar continuidade se algo me acontecer. Termino recordando que tenho provas em áudio, na voz do Sr. Sílvio Alves Madaleno, onde assume a dívida. O Sr. Sílvio Alves Madaleno não foi coagido a falar, fê-lo com plena verdade, consciência e liberdade.
Tenho dito,
Florindo da Costa Martins