
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve, na segunda-feira, 10 de Março, o ex-secretário provincial da UNITA no Moxico, Afonso Baptista Ndumba, de 68 anos, no âmbito do processo-crime n.º 426/PGR.SIC-MX/025.
A detenção ocorreu por meio de um mandado emitido pelo Ministério Público, que o acusa de envolvimento no crime de associação criminosa, tipificado no artigo 296.º do Código Penal Angolano.
Segundo o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Direção Geral do SIC, superintendente-chefe Manuel Halaiwa, além de Ndumba, foram igualmente detidos Adriano Chingussa, de 41 anos, e Gabriel Malimo, de 57 anos, pelo seu alegado envolvimento no mesmo crime.
Os detidos já foram apresentados ao Ministério Público para os trâmites legais subsequentes. No entanto, até ao momento, não foram divulgados oficialmente os detalhes das acusações que pesam sobre os implicados.
A operação de detenção foi seguida por uma ação do SIC/Moxico, que realizou buscas no secretariado provincial da UNITA, surpreendendo os militantes do partido.
A UNITA, por sua vez, nega qualquer conhecimento oficial sobre processos judiciais contra Ndumba e já constituiu uma equipa de advogados para acompanhar o caso e esclarecer os verdadeiros motivos da investigação.
Afonso Baptista Ndumba liderou a UNITA no Moxico desde 2022, tendo sucedido a João Muzaza Caweza, actualmente deputado à Assembleia Nacional pelo círculo eleitoral da província. Curiosamente, Ndumba foi exonerado na semana passada, pouco antes do caso vir a público, sendo substituído por Elizete Ngueve William.
Até ao momento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não se pronunciou sobre as acusações formais contra o ex-dirigente da UNITA, aumentando o clima de incerteza e especulação em torno do caso.