Exoneração suspeita na Embaixada de Angola em Portugal — Maria Ferreira afasta cunhada do antigo amante
Exoneração suspeita na Embaixada de Angola em Portugal — Maria Ferreira afasta cunhada do antigo amante
Maria de jesus

A mais recente novela diplomática em Lisboa envolve a exoneração inesperada de Antónia Van-Dúnem do Amaral da Costa, adida administrativa da embaixada de Angola em Portugal, numa trama que mistura poder, ciúmes e antigas rivalidades amorosas.

A decisão, que já está a dar que falar, foi orquestrada pela embaixadora extraordinária e plenipotenciária de Angola em Portugal, Maria de Jesus dos Reis Ferreira, e selada pelo ministro das Relações Exteriores, Teté António.

A exoneração, que deveria ocorrer apenas em Janeiro de 2025, foi antecipada, numa clara violação do decreto n.º 47/10 do MIREX, que regula as rotações de pessoal. Mas quem se preocupa com a legalidade quando há contas pessoais para ajustar?

Segundo os rumores, amplamente difundidos em Lisboa, a embaixadora terá afastado Antónia Van-Dúnem por esta ser uma familiar da esposa do almirante José Condesse de Carvalho “Toka” – um nome que não é estranho à embaixadora.

Afinal, o único filho da diplomata é fruto de um antigo romance com o almirante Toka, quando esta trabalhava como sua secretária.

A cereja no topo do bolo surgiu no dia 13 de Junho, quando Teté António assinou, aparentemente de olhos fechados, o despacho n.º 263/2024 que antecipava o fim da comissão de serviço de Antónia.

No entanto, a adida só foi informada da sua sorte no dia 8 de Agosto, quando recebeu a Ordem de Serviço n.º 02/GAB.EMB.ANG-PT/24, onde descobriu que o adido financeiro, André Mauro Lourenço Machado, iria assumir as suas funções. Para muitos observadores, esta nomeação parece mais um golpe “do cotovelo” do que uma decisão administrativa.

Fontes dentro da embaixada insinuam que Maria Ferreira tramou Antónia Van-Dúnem ao manipular o processo junto da diretora dos Recursos Humanos do MIREX, Jacira Barros, para evitar qualquer correção da situação.

Neste ambiente de intrigas e decisões questionáveis, fica a pergunta: será que a embaixadora vê a embaixada como uma extensão da sua vida pessoal? A resposta, talvez, seja mais evidente do que gostaríamos de admitir.

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