
O presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), Alves Simões, rejeitou qualquer responsabilidade da instituição no caso que envolve a FIFA, o jogador Pedro Victor Mingas “Kibeixa” e o Kabuscorp do Palanca.
Durante a final da Taça de Angola, em Luanda, Simões afirmou que a FAF não deve ser responsabilizada por incumprimentos relacionados com o processo entre Kibeixa e o Kabuscorp, uma vez que a decisão da FIFA ainda não é definitiva.
A FIFA multou a FAF em 15 mil francos suíços (mais de 16 milhões de kwanzas) por não ter feito cumprir a decisão do Conselho de Disciplina da FIFA em outubro de 2021, referente a uma dívida de 188 mil dólares norte-americanos reclamada por Kibeixa, correspondente a salários e prémios em atraso durante o período em que jogou no Kabuscorp entre 2012 e 2015.
Simões explicou que o caso foi suspenso devido a um recurso apresentado pelo Kabuscorp, o que impede qualquer execução até que haja uma sentença final transitada em julgado.
No entanto, a FIFA concedeu 30 dias à FAF para resolver a situação, sob pena de descontar 20% do valor em causa na próxima parcela do programa “FIFA Forward”, a favor do jogador.
Caso a situação persista, a mesma percentagem será novamente deduzida do fundo proveniente da instância máxima do futebol mundial.
O Kabuscorp do Palanca tem um histórico de incumprimentos financeiros e já enfrentou várias sanções, incluindo a despromoção para a segunda divisão em 2019, devido a dívidas a jogadores como o brasileiro Rivaldo e o congolês Trésor Mputu Mabi.
Recentemente, surgiram informações sobre mais sete casos na FIFA contra o clube, relacionados a incumprimentos contratuais, o que pode levar a novas sanções, como a subtração de pontos ou nova descida de divisão.
A postura da FAF, ao alegar não ter responsabilidade no cumprimento das decisões da FIFA, levanta questões sobre a eficácia da governança no futebol angolano e a protecção dos direitos dos jogadores.