
Faleceu ontem, domingo, 5, vítima de doença prolongada, aos 69 anos, o activista angolano Luiz Araújo, que no passado se destacou como coordenador da organização não governamental “SOS Habitat”.
Raul Araújo, que travou uma batalha contra o cancro, compartilhou as suas experiências nas redes sociais nos últimos meses, destacando os desafios enfrentados durante o tratamento e a importância da conscientização sobre o cancro.
O activista relatou que teve um período difícil, que o levou a quatro internamentos em situações cardio-respiratórias de alto risco. Araújo compartilhou a sua experiência de angústia ao lutar pela respiração e enfatizou a importância de receber ajuda médica a tempo.
No entanto, o activista destacou que o seu cardiologista em Aveiro conseguiu melhorar seu estado de saúde e o seu coração já não acumulava líquidos nos pulmões. Revelou-se comprometido em manter hábitos de vida saudáveis e rigorosa medicação para garantir uma vida mais longa.
De lembrar que o activista foi uma figura notável que liderou a SOS Habitat e lutou contra demolições ilegais realizadas pelo governo do MPLA. A sua actuação foi frequentemente vista como incômoda pelo regime angolano. Na década de 70/80, Araújo enfrentou torturas e prisão devido ao seu envolvimento no movimento cívico contrário ao governo.
Há 14 anos, após perseguições políticas, ele se refugiou em Portugal. Apesar disso, retornou a Angola em 2009, apoiando a Frente para a Democracia, antecessora do Bloco Democrático, nas primeiras eleições pós período de paz. Posteriormente, devido a novas perseguições políticas, voltou à Europa, onde enfrentou problemas de saúde.
A morte de Luiz Araújo representa a perda de uma figura notável que dedicou sua vida à luta pelos direitos e justiça em Angola. A seu legado e luta em prol da conscientização política e dos direitos humanos permanecerão na memória daqueles que compartilharam a sua jornada.
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