
Faleceu no sábado, 24 de Maio, uma das 17 vítimas do incêndio ocorrido na plataforma petrolífera Benguela Belize Lobito Tomboco (BBLT), operada pela Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC), subsidiária da Chevron em Angola, ocorrido na madrugada de terça-feira, 20, em águas profundas do Bloco 14, ao largo da costa de Cabinda.
A informação foi confirmada em comunicado conjunto pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e pela própria CABGOC, que endereçaram “as mais sentidas condolências à família enlutada, colegas e amigos” do trabalhador falecido.
Outrossim, o diretor-geral em exercício do Hospital-Geral de Cabinda, Fernando de Almeida, disse que um dos pacientes já recebeu alta médica na última quinta-feira, enquanto os outros três permanecem internados em estado estável, embora ainda sintam dores devido aos ferimentos.
Durante visita aos feridos, a governadora de Cabinda, Suzana de Abreu, prestou solidariedade às vítimas e manifestou especial preocupação com o trabalhador ainda desaparecido, assegurando que as operações de busca continuam em curso, com a colaboração de equipas nacionais e de países vizinhos.
A CABGOC reafirmou, através de nota enviada à imprensa, que continua mobilizada nas acções de busca e salvamento. “A segurança e o bem-estar da força de trabalho continuam a ser a nossa maior prioridade”, pode ler-se no comunicado, onde a empresa destaca também o apoio às famílias das vítimas.
Recorde-se que o incêndio ocorreu durante uma paragem programada para manutenção, com a produção da plataforma suspensa desde o dia 1 de maio de 2025.
O sinistro foi registado no convés inferior da instalação, e segundo relatos, o fogo foi prontamente controlado, evitando um desastre de maiores proporções.
A CABGOC afirmou ter ativado todos os protocolos de emergência e notificado de imediato as autoridades competentes. As causas do incidente continuam sob investigação.
A plataforma BBLT representa um dos ativos estratégicos da produção petrolífera nacional em águas profundas, sendo considerada um ponto-chave na operação do Bloco 14.