
Cristina Giovanna Dias Lourenço, filha do Presidente da República, assumiu, esta semana, interinamente a presidência da comissão executiva da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), substituindo Walter da Cruz Pacheco, que renunciou ao cargo para assumir novas funções.
A saída de Walter Pacheco foi acompanhada pela renúncia do administrador Odair José Rodrigues da Costa. Para preencher as vagas, Cleiton Pereira de Barros e Natália Carvalho de Jesus, ambos directores da instituição, foram nomeados interinamente para os cargos de administradores executivos.
As decisões foram tomadas numa recente reunião extraordinária e foram justificadas como estando em conformidade com a Lei das Sociedades Comerciais e os estatutos da BODIVA.
Contudo, está prevista para março uma reunião da Assembleia Geral para a nomeação efetiva de novos membros do Conselho de Administração.
Formada na Inglaterra, a nova presidente interina da BODIVA foi, no passado, estagiária do banco BAI. No entanto, foi após o seu pai chegar ao poder que o então ministro Archer Mangueira a nomeou como directora-adjunta da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos (UTAP).
Mais tarde, foi a ministra Vera Daves de Sousa quem a nomeou administradora executiva da BODIVA, em 2020. Na altura, surgiram indignações sobre a sua experiência profissional, além de acusações de que João Lourenço estaria a repetir o que o seu antecessor José Eduardo dos Santos fez ao nomear uma das suas filhas, Isabel dos Santos, como PCA da Sonangol.