Finalistas de Medicina da Universidade Rainha Njinga Mbande protestam contra atraso na entrega de diplomas
Finalistas de Medicina da Universidade Rainha Njinga Mbande protestam contra atraso na entrega de diplomas
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Os estudantes finalistas do curso de Medicina da Universidade Rainha Njinga Mbande, em Malanje, realizaram, nesta quarta-feira, uma manifestação pacífica para expressar o seu descontentamento face ao atraso na entrega dos seus diplomas e certificados de conclusão de curso.

Segundo os estudantes, a situação arrasta-se desde Julho de 2024, altura em que concluíram os seis anos de formação médica.

No entanto, passados oito meses, continuam sem acesso aos documentos que comprovam a conclusão do curso, mesmo tendo cumprido com todas as obrigações académicas e financeiras necessárias para a emissão dos diplomas.

“A instituição não nos dá qualquer resposta concreta sobre quando os diplomas serão entregues. Pagámos todas as taxas exigidas, mas não temos qualquer satisfação. Isso está a prejudicar seriamente as nossas carreiras”, afirmou um dos manifestantes ao Imparcial Press.

A morosidade no processo de entrega dos diplomas tem impedido os recém-formados de ingressar no mercado de trabalho, uma vez que, ao contrário de outros cursos, a prática da Medicina exige a apresentação do certificado de conclusão para a obtenção do número de ordem.

Além disso, muitos estudantes perderam oportunidades de especialização e bolsas de pós-graduação devido à demora na emissão dos documentos.

“Sem o diploma, não podemos obter o número de ordem e, sem ele, não podemos exercer a profissão. Já vimos colegas de outras universidades, inclusive privadas, receberem os seus certificados, enquanto nós continuamos sem qualquer previsão”, lamentou outro estudante.

Falta de respostas da universidade

Os finalistas afirmam que têm tentado, repetidamente, contactar a direcção da Universidade Rainha Njinga Mbande para obter esclarecimentos sobre a situação, mas sem sucesso. “Não nos dão qualquer explicação nem uma data previsível para a entrega. Estamos sem rumo e sem perspectivas”, disseram.

A redação do Imparcial Press tentou contactar a administração da universidade para obter esclarecimentos sobre o atraso, mas até ao momento não obteve resposta.

Os estudantes apelam às autoridades competentes para que intervenham no caso e garantam a entrega imediata dos diplomas, permitindo que possam seguir com as suas carreiras médicas.

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