Funcionários da Embaixada de Angola nos Estados Unidos com salários em atraso há três meses
Funcionários da Embaixada de Angola nos Estados Unidos com salários em atraso há três meses
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Os funcionários da Embaixada de Angola nos Estados Unidos da América enfrentam um atraso salarial superior a três meses, situação que tem gerado descontentamento interno e levantado preocupações quanto à gestão administrativa e financeira da missão diplomática em Washington, D.C.

Segundo informações apuradas pelo Imparcial Press, a situação afecta diplomatas e trabalhadores locais, que terão passado a quadra festiva sem receber remuneração.

Os funcionários referem dificuldades financeiras e apelam à intervenção do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, para a reposição da normalidade no pagamento dos salários.

De acordo com as mesmas fontes, o atraso salarial ocorre apesar de uma orientação governamental emitida em Janeiro de 2024, que determinava a implementação de um aumento salarial na ordem dos 1000%.

Os funcionários alegam que a medida ainda não foi aplicada pela direcção da missão diplomática, liderada pelo embaixador Agostinho de Carvalho dos Santos Van-Dúnem, em coordenação com a responsável financeira, Lucinda Afonso.

São apontadas ainda alegadas irregularidades na administração dos fundos da embaixada, envolvendo a actual chefia da missão. A gestão financeira é descrita como pouco transparente, havendo referências à eventual utilização de recursos públicos para fins alheios ao funcionamento institucional da representação diplomática.

As informações indicam igualmente que verbas transferidas pelo Governo angolano, através do Ministério das Relações Exteriores, para assegurar o normal funcionamento da embaixada poderão não estar a ser aplicadas de acordo com os objectivos definidos.

Fontes do Imparcial Press referem ainda que o embaixador tem realizado deslocações frequentes a várias cidades dos Estados Unidos da América, Canadá e México, alegadamente associadas ao recebimento de ajudas de custo.

Há igualmente relatos segundo os quais alguns diplomatas estariam a entregar mensalmente uma percentagem dos seus salários à chefia da missão.

É também mencionado que o responsável pelo protocolo da embaixada transferiria parte do seu vencimento à esposa do embaixador como condição para se manter em funções. Conforme as mesmas fontes, práticas semelhantes teriam sido observadas em anteriores cargos de chefia exercidos pelo diplomata.

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