
Os funcionários da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) acusam os membros do Conselho de Administração, liderado por Ganga Júnior, de mergulharem a instituição numa série de irregularidades e práticas menos boas.
Segundo os mesmos, o Conselho de Administração da Endiama tem recorrido ao nepotismo, desvio de fundos, favorecimento de amigos e familiares, e de não cumprir promessas feitas aos funcionários.
As denúncias apontam para um cenário de nepotismo desenfreado na Endiama, com a nomeação de amigos e familiares para cargos de direção, mesmo sem a devida qualificação.
Um dos casos mais citados é o do cunhado do PCA, que teria sido nomeado para um cargo de direcção em Catoca, apesar de ter sido anteriormente afastado por mau desempenho.
Outro ponto crítico das denúncias é a disparidade salarial entre os funcionários antigos e os recém-contratados, muitos deles amigos e familiares de dirigentes.
Os funcionários antigos, que esperavam por reajustes salariais prometidos pela actual administração, veem com indignação a contratação de novos funcionários com salários mais altos e benefícios adiccionais.
As denúncias também apontam para a existência de um clima de medo e insegurança no ambiente de trabalho, com ameaças e retaliações contra aqueles que ousam denunciar as irregularidades.
A criação de grupos privilegiados dentro da empresa, com acesso a viagens, eventos e projectos exclusivos, é outro ponto de insatisfação dos funcionários.
Além disso, os trabalhadores denunciam a comercialização de informações confidenciais da empresa por parte de um funcionário, que utiliza um computador pessoal para coletar dados e vendê-los para terceiros no exterior.