Funcionários da SGA rebelam-se contra permanência de ex-PCE após exoneração
Funcionários da SGA rebelam-se contra permanência de ex-PCE após exoneração
manuel gomes

Funcionários da Sociedade Gestora de Aeroportos, S.A. (SGA, S.A.) contestam a permanência do antigo presidente da Comissão Executiva, Manuel Maria de Barros Gomes, nas instalações da empresa, apesar da sua exoneração, e exigem o seu afastamento definitivo, denunciando aquilo que consideram ser um alegado favorecimento interno.

Manuel Gomes foi recentemente afastado da liderança da empresa, no quadro da renovação dos órgãos sociais da SGA, tutelada pelo Ministério dos Transportes.

Na mesma deliberação, os accionistas nomearam N’Jinga Nerica Pimentel Pitta-Grós como nova presidente da Comissão Executiva, cargo que passa a exercer depois de ter desempenhado funções como administradora executiva.

No mesmo processo de reestruturação, foi igualmente nomeada Djamila Margareth João Canda Pombal para o cargo de administradora executiva, integrando a nova equipa de gestão da empresa responsável pela administração das infra-estruturas aeroportuárias nacionais.

Contudo, apesar da mudança formal na liderança, trabalhadores da SGA afirmam que Manuel Gomes continua a circular e a ocupar espaços institucionais da empresa, incluindo áreas afectas ao Conselho de Administração, situação que está a gerar forte mal-estar interno e indignação entre os funcionários.

Segundo fontes ouvidas pelo Imparcial Press, a manutenção do antigo gestor no seio da estrutura executiva é vista como um sinal de promiscuidade institucional e de desrespeito pelas regras mínimas de transição de poder dentro da empresa.

“Se Manuel Gomes se agarra ao argumento de que um antigo presidente da Comissão Executiva deve transitar automaticamente para consultor ou assessor, então a SGA devia aprovar um regulamento claro, justo e aplicável a todos, incluindo antigos gestores como José Venâncio e Manuel Ceita”, questionam os trabalhadores.

As críticas não se limitam à sua permanência física nas instalações. Os funcionários fazem também uma avaliação severa da passagem de Manuel Gomes pela liderança da empresa, que consideram marcada por arrogância, distanciamento humano e ausência de resultados concretos.

“Manuel Gomes acha-se mais importante do que os outros antigos gestores? Que legado deixou para a empresa e para os trabalhadores? Nenhum. Foi, para muitos de nós, o pior gestor que a SGA já teve, pela sua postura arrogante, desumana e completamente desligada das preocupações dos trabalhadores”, denunciam.

Os funcionários defendem que a nova presidente da Comissão Executiva deve assumir uma posição clara e firme sobre o assunto, pondo fim ao que classificam como uma situação anómala e institucionalmente embaraçosa.

Fontes do Imparcial Press alertam ainda para o risco de a actual liderança comprometer a sua credibilidade interna, caso não tome medidas concretas para travar aquilo que consideram ser um prolongamento indevido da influência do antigo gestor.

“A nova PCE tem de mostrar autoridade e independência. Não pode permitir que a empresa continue refém de arranjos internos ou de protecções pessoais. Os trabalhadores não podem ser tratados como se não percebessem o que se está a passar”, afirmam.

No seio da empresa, cresce igualmente a exigência por uma mudança profunda na cultura organizacional, com maior respeito pelas normas internas, valorização do mérito e reposição da confiança entre a administração e os trabalhadores.

Para os contestatários, a nova gestão só poderá afirmar-se verdadeiramente se romper com práticas do passado e demonstrar, desde já, que a SGA entrou efectivamente num novo ciclo.

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