Funcionários do ISP-Moxico denunciam atrasos salariais e negligência da direcção
Funcionários do ISP-Moxico denunciam atrasos salariais e negligência da direcção
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Funcionários do Instituto Superior Politécnico do Moxico (ISP-Moxico) estão a enfrentar uma situação de extrema precariedade, após permanecerem seis meses sem salários, sem subsídio de férias e sem o pagamento do décimo terceiro salário referente ao ano passado, soube o Imparcial Press.

A denúncia, feita de forma anónima, descreve um cenário de crescente insatisfação e sofrimento entre os trabalhadores da instituição, que se veem sem recursos para sustentar as suas famílias e honrar compromissos básicos. “Estamos agastados com essa situação”, revelou um dos lesados ao Imparcial Press.

Apesar do quadro dramático vivido pelos colaboradores, o presidente do ISP-Moxico, Manuel Francisco Bandeira, é acusado de manter uma agenda de viagens constantes, aparentemente alheio às dificuldades financeiras da instituição e à crise que afecta os seus funcionários.

Segundo os denunciantes, a direcção tem se mantido em silêncio quanto à regularização dos salários em atraso, agravando a frustração e o sentimento de abandono por parte dos trabalhadores.

A situação levanta questões sobre a gestão financeira da instituição e o papel fiscalizador das entidades superiores ligadas ao ensino superior e à administração pública.

Os funcionários apelam às autoridades competentes, nomeadamente ao Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, bem como ao Ministério das Finanças e ao Governo Provincial do Moxico, para que investiguem a gestão da instituição e tomem medidas urgentes que garantam o pagamento dos valores devidos.

Até ao momento, não houve qualquer pronunciamento oficial da direcção do ISP-Moxico sobre as denúncias.

A crise no ISP-Moxico volta a pôr em evidência a frágil situação de muitos institutos públicos de ensino superior no país, onde atrasos salariais, falta de investimento e má gestão continuam a comprometer o funcionamento das instituições e a dignidade dos seus trabalhadores.

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