
A Sociedade Mineira de Catoca (SMC) oficializou, segunda-feira, a entrada da Taaden, subsidiária do Fundo Soberano de Omã, no seu capital social, assumindo assim a participação que anteriormente pertencia à empresa russa Alrosa.
A operação foi realizada através da Endiama, que detinha interinamente as quotas da companhia russa após a sua saída.
Segundo uma nota de imprensa a que o Imparcial Press teve acesso, a formalização deste processo inclui também a celebração da saída da SMC do capital da Sociedade Mineira do Luele (SML), com a transferência das ações para a Taaden, em conformidade com o Despacho Presidencial nº 17/25.
Com esta reestruturação, a Taaden passa a deter 41% da SMC e 49% da SML, enquanto a Endiama mantém as participações maioritárias de 59% e 51%, respetivamente.
O encerramento deste processo negocial assinala uma viragem estratégica nas estruturas societárias das principais sociedades mineiras do país.
A cerimónia de assinatura dos acordos foi testemunhada pelos secretários de Estado para os Recursos Minerais e para o Petróleo e Gás, Jánio Victor e José Barroso.
Este acto representa, segundo os presentes, um marco significativo para a normalização da situação da SMC, fortemente impactada pela geopolítica internacional e pelas sanções impostas à Alrosa, conforme previsto no Despacho Presidencial nº 14/25.
A entrada da Taaden surge como uma oportunidade para revitalizar as operações da SMC e da SML, ao possibilitar o acesso a novas fontes de financiamento para a expansão das suas atividades, consolidando assim o papel estratégico de Angola no setor mineiro global.
