Director do Gabinete Provincial da Saúde de Luanda envolvido em esquemas de dívidas
Director do Gabinete Provincial da Saúde de Luanda envolvido em esquemas de dívidas
Manuel Varela

O director do Gabinete Provincial de Saúde de Luanda, Manuel Varela (na foto), é acusado – em backstage – de criar dificuldade para a liquidação de uma dívida de 33.750.000,00 de kwanzas contraída, em 2019, pela antiga responsável daquela instituição, Rosa Bessa de Campos, a uma empresa nacional.

Segundo a fonte do Imparcial Press, em Fevereiro de 2019, a antiga direcção do Gabinete Provincial de Saúde de Luanda solicitou 75 máquinas de fumigação e respectivas pesticidas, no valor acima citado, a empresa “Grupo Joshua, Lda.” a fim de serem pagos após a entrega dos equipamentos.

Na altura, a Direcção Provincial de Saúde de Luanda, liderada por Rosa Bessa, pretendia pôr em marcha uma campanha de combate à malária no distrito do Rangel, mas estava sem os equipamentos.

Num acto de boa-fé, a empresa decidiu aceitar a proposta e, no dia 05 de Fevereiro do mesmo ano, entregou o material, com a esperança de receber os valores o mais breve possível. Ledo engano!

Curiosamente, enquanto a empresa “Grupo Joshua, Lda.” aguardava pelo pagamento dos equipamentos, o falecido governador provincial de Luanda, Sérgio Luther Rescova, exarou um despacho (a 01 de Março de 2019) a exonerar Rosa Bessa de Campos do cargo de directora do Gabinete Provincial de Saúde de Luanda, em sua substituição, nomeou Miguel Gaspar.

Depois de tomar posse como responsável do Gabinete Provincial de Saúde de Luanda, a direcção da empresa lesada escreveu a Miguel Gaspar, solicitando o pagamento da dívida de 33.750.000,00 de kwanzas, deixada pela Rosa Bessa de Campos.

“Dr. Miguel Gaspar que, com a sua arrogância e falta de urbanidade, criou todo o tipo de entraves durante o seu consulado, mostrando claramente que «se não largar não recebe»”, revelou a fonte, até à sua exoneração.

Meses mais tarde, o mundo foi abalado pela chegada de Covid-19 e o governo angolano anunciou o primeiro Estado de Emergência em todo o território nacional, após o registo dos primeiros dois casos de Covid-19 a 21 de Março de 2020.

Em Maio de 2020, o Presidente João Lourenço exonera o governador de Luanda, Sérgio Luther Rescova, que foi substituído no cargo por Joana Lina, que acabava de chegar da província do Huambo.

Com o passar do tempo, Miguel Gaspar foi exonerado do cargo (por Joana Lina) e substituído por Manuel Varela. Durante este periódo, a direcção da “Grupo Joshua, Lda.” Continuou a ver navios.

Nos últimos meses, a “Grupo Joshua, Lda.” voltou a encetar contactos com o responsável do Gabinete Provincial de Saúde de Luanda. Este último terá encaminhado o caso ao Departamento de Contabilidade e Finanças, cujo responsável da área é Joaquim Casseca. E nada.

“No último encontro com o Sr. Joaquim, disse-me que o processo estava na UGD [Unidade de Gestão de Dívidas, um órgão do Ministério das Finanças]. Inquerimos a UGD, responderam que não receberam nada da GPSL”, revelou, argumentando “não acho que é possível um financeiro ter poder de contrariar as ordens do seu director [Manuel Varela], logo só pode ser uma cabala”.

“Dr. Manuel Varela, através do seu financeiro Joaquim Casseca, está a dificultar deliberadamente o pagamento da dívida contraída, prejudicando gravemente a empresa”, lamentou, rematando que “esta acção tem lesado todo o sector nacional de saúde pública e também da agricultura que deixaram de ser abastecidos por produtos a bom preço devido a esta prática repugnante”.

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