General Francisco Furtado criticado pela tropa
General Francisco Furtado criticado pela tropa
Francisco Furtado

Um grupo de efectivos da Unidade de Defesa Presidencial (UDP) manifesta-se agastado e revoltado com o responsável da Casa Militar, general Francisco Furtado, por não criar condições para os mesmos, o que, segundo alegam, já resultou na morte de um colega.

Os militares têm-se revoltado porque entendem que, passados seis meses, as autoridades de investigação (SIC e Polícia Militar) não têm conseguido prestar esclarecimentos à tropa sobre o caso de Leonildo Ferreira, que foi mortalmente baleado por alegados marginais quando saía do quartel para casa, por volta das 12h/13h, transportado numa mototáxi. O caso teria sido abafado.

Licenciado em História pela Universidade Agostinho Neto, Leonilde Ferreira era o encarregado pela contra-inteligência junto da sede do MPLA, onde o Presidente da República também dispõe de um gabinete, na sua qualidade de líder do partido.

Os soldados acreditam que se o general Furtado tivesse criado condições para os militares, o malogrado Leonildo Ferreira teria possivelmente comprado uma viatura de apoio e nunca teria se socorrido de uma Kupapata (Mototáxi) para se deslocar a casa, ao ponto de ser baleado por desconhecidos.

De acordo com os soldados, a falta de condições que não são proporcionadas pelo chefe da Casa Militar expande-se também na situação dos salários, uma vez que os seus ordenados continuam a não ser em função da patente militar.

Há igualmente reclamações de que a direcção do General Furtado não tem conseguido adequar as patentes às funções.

O tema das patentes é acompanhado por constatações da existência de militares que aguardam por patenteamento há 15 anos, mas também outros que vão para a reforma com idade na casa dos 60, como soldados, mesmo sem terem histórico de indisciplina militar.

Nas reclamações, o general Furtado é igualmente criticado por não oferecer condições condignas nas cavernas onde os soldados pernoitam quando em missão de serviço nos quartéis.

Alega que certa vez, os militares foram aos aposentos do Presidente da República na ilha do Mussulo e tiveram que ter o director geral do SINSE, Fernando Garcia Miala, providenciando colchões para os guardas poderem dormir, depois de tomar conhecimento da situação.

Há também reclamações segundo as quais os soldados não têm recebido subsídio de deslocação quando vão às províncias acompanhar o Presidente da República, o que consideram ser uma violação da lei. Por outro lado, relatam que apenas pagam subsídios aos oficiais que ostentam a patente de subtenente para cima.

Os soldados também lembram da existência de um Decreto Presidencial nº 481/18 de 7 de Novembro de 2018, que fixou em 33.125 kwanzas o subsídio diário de deslocação a abonar aos funcionários públicos em missão de serviço no interior do país, contra 18.750 kwanzas pagos anteriormente.

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