
O Goethe-Institut Angola vai realizar, entre os dias 22 e 25 de maio, o ciclo de cinema “Memórias Marginalizadas”, que levará à tela cinco documentários africanos focados em narrativas pouco reconhecidas nos seus contextos históricos e sociais.
As sessões, segundo a nota enviada à redacção do Imparcial Press, decorrerão simultaneamente em quatro cidades: Luanda, São Tomé e Príncipe, Salvador (Brasil) e Berlim (Alemanha).
Em Luanda, os filmes serão exibidos gratuitamente no emblemático Cine São Paulo, com sessões diárias que celebram as vozes e memórias de pessoas e lugares marginalizados em cinco países africanos: Angola, África do Sul, Sudão do Sul, Quénia e Benim.
A programação inclui:
Este ciclo faz parte da programação cultural do Goethe-Institut Angola para 2025, ano em que se assinalam os 50 anos da independência de Angola.
A escolha da data coincide propositadamente com o Dia de África (25 de maio), destacando o compromisso do Instituto com a valorização das memórias africanas, especialmente aquelas que, por décadas, permaneceram à margem da historiografia dominante.
“Memórias Marginalizadas” propõe uma escuta ativa das histórias esquecidas — histórias que pertencem a todos, mesmo que provoquem diferentes emoções, da alegria à tristeza, ou até indiferença. Como sublinha o Goethe-Institut, tratam-se sempre de nossas memórias comuns.
A iniciativa estende-se a CACAU (Centro Cultural de São Tomé e Príncipe), à Casa de Angola na Bahia (Salvador) e ao cinema SİNEMA TRANSTOPIA (Berlim), reforçando o diálogo cultural entre África, a diáspora e a Europa.
Desde a sua abertura em 2009, o Goethe-Institut Angola tem promovido o intercâmbio cultural entre a Alemanha e os países lusófonos africanos, com foco em formação, criatividade e internacionalização de projetos culturais.