Governo proíbe pesca do carapau entre Julho e Agosto
Governo proíbe pesca do carapau entre Julho e Agosto
pesca

O Ministério das Pescas e Recursos Marinhos decretou a suspensão da pesca da espécie carapau em todo o território nacional, no período compreendido entre 1 de Julho e 31 de Agosto de 2025.

A decisão foi anunciada este domingo, em Luanda, pela ministra do sector, Carmen dos Santos, no regresso da Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre os Oceanos, realizada em França.

Segundo a governante, a medida tem como objectivo proteger os cardumes de carapau durante o período de reprodução, no âmbito da política de veda biológica regularmente aplicada pelo ministério.

“A proibição visa garantir a sustentabilidade dos recursos marinhos e segue os princípios de gestão pesqueira adoptados internacionalmente”, afirmou Carmen dos Santos.

Além do carapau, mantém-se em vigor a interdição da captura de espécies demersais – um grupo de cerca de 20 variedades que habitam entre 50 e 900 metros de profundidade.

A ministra explicou ainda que, com a chegada das correntes frias provenientes da Namíbia, particularmente na região de Benguela, espera-se um ambiente favorável para o desenvolvimento de cardumes de carapau e sardinha, o que reforça a importância da medida para a regeneração dos recursos.

Durante o período de veda, os pescadores artesanais e industriais deverão direccionar as suas actividades para outras espécies permitidas, como a sardinha, de forma a garantir o abastecimento do mercado nacional.

Carmen dos Santos anunciou também a entrada em vigor, no mesmo período, da proibição da pesca de arrasto pelágico, explicando que esta técnica, embora legítima quando bem executada, deve ser controlada para evitar danos nos fundos marinhos.

“As proibições fazem parte de uma estratégia de gestão sustentável dos recursos marinhos, em linha com as práticas globais. Pretendemos envolver todos os parceiros, incluindo a sociedade civil, que desempenha um papel crucial na preservação das espécies e na definição das suas próprias necessidades alimentares”, concluiu.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido