Greve na Sociedade Mineira do Cuango dá prejuízos de oito milhões de dólares – Endiama preocupada com a situação
Greve na Sociedade Mineira do Cuango dá prejuízos de oito milhões de dólares - Endiama preocupada com a situação
mina Cuago

A paralisação dos trabalhos na mina do Cuango, na província da Lunda Norte, vai gerar um prejuízo mensal de oito milhões de dólares ao sector. Tal como noticiou o Imparcial Press, os trabalhadores da Sociedade Mineira do Cuango paralisaram a produção no passado dia 20 de Julho, por alegada falta de condições de trabalho.

Para o presidente do Conselho de Administração da Endiama, José Ganga Júnior, a situação não é favorável para nenhuma das partes, razão pela qual há que se encontrar as melhores soluções aos pontos divergentes entre as partes.

O projecto Cuango é uma parceria entre a Endiama, ITM e a Lumanhe, sendo designado como Sociedade Mineira do Cuango, Lda. Situa-se na província da Lunda Norte e detém uma área de 3.000 quilómetros de extensão na zona do rio Cuango.

A mobilização do projecto teve início efectivo em Dezembro de 2004. A produção efectiva ocorreu em Maio de 2005. Desde então, os resultados têm sido bastante animadores, com a empresa a conquistar produções significativas e gerados resultados rentáveis.

Outrossim, a administração da Endiama e o sindicato de trabalhadores assinaram, em Luanda, um acordo no qual estão definidos aspectos a ter em conta para atender as reivindicações apresentadas desde 2018, nomeadamente o reajuste salarial.

O acordo foi assinado pelo presidente do Conselho de Administração da Endiama, José Ganga Júnior, pelo 2º secretário da Comissão Sindical da Endiama, Rodrigo Manuel, e a secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos, Indústria Extractiva, Electricidade e Química, Teresa Cassombe.

Em declarações à imprensa, José Ganga Júnior disse ter sido estabelecido o acordo, com duração de três anos, entre as partes, que vai permitir definir as regras gerais de relacionamento entre si, nomeadamente a periodicidade dos encontros e as matérias a tratar.

“Nós vínhamos recebendo, de vez em quando, cadernos reivindicativos, em que as pessoas lutam e manifestam a intenção de obter melhores condições de trabalho e melhores rendimentos, melhor atenção, também”, referiu o PCA da Endiama.

José Ganga Júnior frisou que o tema das renumeracções é o principal, salientando que o “salário nunca é fixo e é preciso definir como e com que requisitos trabalhar nas correcções salariais”.

Para o 2º secretário da Comissão Sindical da Endiama, o acordo satisfaz, “embora esteja pendente uma situação”, concretamente o ajuste salarial.

Rodrigo Manuel afirmou que o caderno reivindicativo, de 18 pontos, foi remetido em 2018, culminando com a assinatura deste acordo.

“Dos 18 pontos, apenas um ficou pendente. Estamos satisfeitos. Ficou pendente o ponto das assimetrias, que são os ajustes das tabelas salariais. Há muito tempo que não se mexe nas carreiras”, declarou.

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