
O Grupo Carrinho passou a integrar a estrutura accionista do Banco de Fomento Angola (BFA), ao adquirir uma participação qualificada de 7,6% do capital social da instituição, através da sua subsidiária financeira Congolian Financial, S.A.
A participação foi adquirida no âmbito do processo de privatização via bolsa, realizado em Setembro de 2025, através da Oferta Pública de Venda (OPV) e de operações subsequentes no mercado secundário.
Com esta posição, a Congolian torna-se um dos maiores accionistas privados do BFA, com direito a voto e assento na Assembleia Geral.
A operação foi comunicada à Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) e tem como beneficiários finais Nelson Fidel Candundo Carrinho e Rui Alves Candundo Carrinho, reforçando a presença de capitais nacionais na estrutura accionista do banco.
Segundo informações apuradas, a entrada do Grupo Carrinho no capital do BFA já produziu efeitos ao nível da governação da instituição. A primeira alteração registada foi o afastamento da administradora financeira (CFO), Francisca Costa.
Para o cargo foi nomeado João Jesus, que exercia funções de assessor do Conselho de Administração do Banco de Comércio e Indústria (BCI), banco no qual o Grupo Carrinho detém uma participação maioritária de 74%.
A Congolian Financial esclareceu que a participação adquirida não ultrapassa os limiares legais que implicariam controlo da instituição bancária, nem existe, nesta fase, intenção de reforçar a posição accionista.
Além da Congolian, o processo de privatização do BFA contou com a participação de outros investidores individuais, com posições minoritárias que variam entre 0,1% e 0,7% do capital social.
A entrada do Grupo Carrinho no BFA ocorre num contexto de crescente interesse de grupos empresariais angolanos pelo sector financeiro, num momento em que o banco procura consolidar a sua posição entre as principais instituições bancárias do país.