
A Organização Não Governamental The Halo Trust desembolsou aproximadamente 200 milhões de kwanzas em indemnizações a cem sapadoras despedidas em 2023, na cidade do Lobito, província de Benguela.
As trabalhadoras, formadas pela própria instituição, foram afectadas pela redução do quadro de pessoal, alegadamente motivada por dificuldades de financiamento enfrentadas pela ONG.
Segundo o advogado das mesmas, Inácio Neves, cada sapadora foi indemnizada com base no tempo de serviço prestado. “O valor mínimo recebido foi de 820 mil kwanzas, e o mais elevado rondou os 2.194.000 kwanzas, para quem acumulou cinco anos de serviço”, detalhou.
O jurista explicou que a Halo Trust inicialmente considerava não estar obrigada a indemnizar as trabalhadoras. No entanto, após acção judicial interposta no Tribunal de Comarca do Lobito, foi julgada procedente a providência cautelar apresentada em Outubro de 2023, o que levou à negociação de um acordo.
“Foi alcançado um entendimento considerado o mais equilibrado para ambas as partes”, acrescentou.
O processo, que se prolongou por vários meses, culminou com o início dos pagamentos em Maio de 2025. As sapadoras desempenharam funções em zonas de risco nas províncias de Benguela e Cuando Cubango, antes da última divisão político-administrativa do país.
A Halo Trust está presente em Angola desde 1995 e opera actualmente a partir da sua sede em Menongue. A ONG é especializada na remoção de minas terrestres e engenhos explosivos não detonados, tendo desempenhado um papel fundamental no desminado de várias regiões do país.
Contudo, enfrenta actualmente constrangimentos financeiros, decorrentes da redução das doações internacionais que sustentam os seus projectos.