
O político Francisco Higino Lopes Carneiro, candidato à liderança do MPLA, repudiou esta quinta-feira, em comunicado, as informações que têm circulado em alguns órgãos de comunicação social e nas redes sociais, classificando-as como “textos apócrifos, destituídos de qualquer fundamento”, cujo objectivo seria “fragilizar a sua imagem pública e pôr em causa a sua credibilidade”.
Segundo a nota da sua assessoria, enviada à redacção do Imparcial Press, uma das alegações recentes procura associar o nome de Higino Carneiro a um cidadão norte-americano, insinuando um suposto envolvimento em atos de conspiração e espionagem sustentados por contrapartidas financeiras.
“Tais acusações são absolutamente falsas, carecem de qualquer suporte factual e não existe a mínima prova que as sustente”, lê-se no comunicado, que considera “ingénua” a ideia de que um agente da CIA pudesse ser colocado na condição de corrompido.
Na mesma semana, foi ainda divulgada a informação de que Higino Carneiro teria reunido com o presidente da UNITA, em circunstâncias que, segundo a assessoria, “são totalmente incompatíveis com a sua agenda”.
O documento esclarece que, à data mencionada, o político encontrava-se em missão de serviço no interior do país, facto que, por si só, “desmonta essa narrativa difamatória”.
Higino Carneiro sublinha que, como político disponível para a liderança do maior partido de Angola, não exclui a possibilidade de encontros “de carácter patriótico, sempre que estes sirvam os superiores interesses da Nação e contribuam para a salvaguarda da unidade nacional”.
O comunicado recorda ainda que estas acusações se somam a outras anteriormente feitas, incluindo alusões aos chamados “brinquedos”, compondo o que classifica como um “quadro difamatório vil e irresponsável”.
Apesar disso, Carneiro assegura que tais ataques não o demovem da sua intenção de prosseguir com a candidatura. “Quer somar, unir e não dividir”, reiterou, reafirmando que a sua proposta política está orientada para a moralização da vida pública, a promoção da unidade nacional e a construção de uma liderança baseada na transparência, responsabilidade e compromisso com o futuro do país.
O comunicado termina com uma citação do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto: “O mais importante é resolver os problemas do Povo.”