
Um cidadão angolano, identificado apenas como Vady, com cerca de 30 anos de idade, foi detido esta terça-feira, 22, pela Polícia Nacional, no município do Cuito, província do Bié, por suspeita de envolvimento no furto de 129 placas metálicas de identificação de campas no Cemitério do Chissindo.
De acordo com informações apuradas pelo Imparcial Press e posteriormente confirmadas pelas autoridades locais, o suspeito foi apanhado em flagrante delito e deverá ser apresentado ao Ministério Público nas próximas horas, para os devidos trâmites legais.
O caso gerou forte reprovação por parte da Administração Municipal do Cuito, que, por meio de um comunicado oficial, classificou o acto como um grave acto de vandalismo, sublinhando tratar-se de uma ofensa à dignidade do cemitério e um desrespeito à memória dos falecidos ali sepultados.
“Este tipo de comportamento é inadmissível. É uma afronta à nossa cultura e à memória colectiva da nossa comunidade”, lê-se na nota da Administração, que exorta a população a zelar pela preservação dos espaços públicos e a denunciar qualquer acção que ponha em risco o património comum.
A Polícia Nacional não avançou, até ao momento, se o suspeito agiu sozinho ou com o envolvimento de outros cúmplices, nem o destino que seria dado ao material furtado.
Este episódio reacende o debate sobre a vulnerabilidade dos cemitérios e outros espaços públicos, frequentemente alvos de vandalismo e furto, num contexto de crescente apelo à cidadania activa e protecção dos bens colectivos.
Por: Ngola Ntuady Kimbanda Nvita