
Quinze médicos de várias especialidades, sobretudo de pediatria, medicina geral, cirurgia, neurologia, estomatologia e oftalmologia, são precisos no Hospital Pediátrico do Sumbe (Cuanza Sul), para satisfazer a demanda de pacientes.
A informação foi avançada, na quarta-feira, 20, na cidade do Sumbe, pela directora clínica do hospital, Ana Maria Morais, referindo que a unidade sanitária conta apenas com oito médicos, dos quais quatros expatriados, situação que tem criado vários constrangimentos no atendimento aos doentes.
De acordo com a responsável, a unidade hospitalar necessita também de 50 enfermeiros e pessoal administrativo para colmatar o défice de quadros que a instituição possui.
Adiantou que as patologias mais frequentes são a malária, doenças respiratórias agudas, dermatite e o tétano.
Em relação à malária, a principal causa de morte no país, informou que foram diagnosticados, este ano, 387 casos, menos 100 em relação a igual período do ano anterior, que originaram uma taxa de mortalidade de quatro por cento.
“A diminuição dos casos de malária deve-se ao trabalho árduo que os serviços de saúde têm implementado, com a distribuição de mosquiteiros, combate aos pequenos charcos, fumigação e realização de campanhas de sensibilização nas comunidades”, salientou.
Por outro lado, disse que a instituição tem recebido regularmente fármacos do Gabinete Provincial da Saúde, facto que tem permitido atender os pacientes sem constrangimentos.
Criado em 2014, o Hospital Pediátrico do Sumbe tem capacidade de internamento de 151 camas e conta com 99 enfermeiros.
De Janeiro à presente data, a unidade sanitária atendeu cerca de 38 mil pacientes com diversas patologias.