
Um grupo de pelo menos 170 trabalhadores da empresa cervejeira Cuca Nocebo, afecta ao Grupo Castel Angola, na província do Huambo, denuncia a sua direcção de estar a praticar várias injustiças contra os direitos dos trabalhadores há longos anos, sem possibilidade de abertura para diálogo às suas reivindicações.
Recentemente, os trabalhadores manifestaram-se a exigir os seus direitos, mas o empregador faz “ouvidos de marcador”, segundo apurou Imparcial Press.
De acordo com os denunciantes, o director da referida fábrica, Dubos Didier, de nacionalidade francesa, há muito que apresenta uma atitude ao arrepio da Lei Geral de Trabalho angolana, como “despedimentos injustos, tendência de racismo, abuso de poder, cultiva espírito conflituoso no seio da classe trabalhadora, sobrecarga de trabalho e a insegurança nos postos de trabalho”.
A falta de abertura para o diálogo há muito solicitado pela comissão sindical, levou a que 170 operários se manifestassem, em vigília, no passado dia 2 do mês em curso, contra o comportamento “inadmissível” da sua direcção, diz a fonte, acrescentando que, de “forma arrogante, o director Dubos Didier, ameaça com despedimentos para quem continuar a reivindicar pelos seus direitos.
“Em menos de dez meses já foram despedidos quatro colegas sem justa causa. Despediu muitos prestadores de serviços, agora nós como técnicos estamos sobrecarregados a fazer trabalhos que não seria feito por nós, e nem podemos reclamar”, lamenta uma fonte, pedindo anonimato, e apela, por isso, a intervenção das autoridades de direito na fábrica Cuca – Nocebo, província do Huambo.