
O secretário provincial do Partido de Renovação Social (PRS) no Huambo, Soliya Selende Lumumba, acusou o governador Pereira Alfredo de promover nepotismo durante as celebrações do Carnaval, que decorreram nos dias 3 e 4 de Março em todo o país.
Em declarações ao Imparcial Press, Soliya Lumumba manifestou indignação com a gestão do evento, criticando a decisão do governador de contratar músicos e Dj’s da vizinha província do Bié para animar as festividades, utilizando recursos públicos, enquanto ignorava os artistas locais com carreiras consolidadas no Huambo.
A escolha de Pereira Alfredo gerou descontentamento entre a classe artística e a população, com críticas generalizadas à sua atuação como dirigente.
Lumumba classificou-o como um dos “piores governadores” que a província já teve, acusando-o de favorecer sistematicamente profissionais do Bié em detrimento de quadros qualificados do Huambo.
O dirigente do PRS afirmou ainda que o governador parece estar a transferir para o Huambo antigos colaboradores da sua gestão no Bié, incluindo seguranças e cozinheiros, marginalizando talentos locais.
Nesse contexto, Lumumba questionou a transparência do recente plano de emergência financiado pelo Estado, sugerindo que as empresas contratadas possam pertencer a pessoas próximas de Pereira Alfredo.
Segundo ele, esta prática contradiz o discurso do Presidente da República, João Lourenço, sobre o combate ao nepotismo e à corrupção.
“A população do Huambo clama diariamente por uma intervenção urgente do Presidente da República. O seu representante não demonstra sensibilidade nem interesse em minimizar o sofrimento daqueles que confiaram nele nas eleições de 2022”, afirmou o dirigente do PRS.
Lumumba criticou também a falta de melhorias na infraestrutura da província, apontando que os serviços essenciais continuam precários.
“Os hospitais não têm medicamentos, os jovens não têm oportunidades e até os bairros próximos ao palácio do governador são impenetráveis. O tal plano de emergência não funciona. Estamos a sair do burro para o cavalo”, ironizou.
O político acusou ainda Pereira Alfredo de falta de humildade e de implementar políticas desalinhadas com as reais necessidades da província, acrescentando que o plano de emergência visa beneficiar apenas um grupo restrito e não contribuir para o verdadeiro desenvolvimento do Huambo.
Por: Ngola Ntuady Kimbanda Nvita