
O secretário provincial do Partido de Renovação Social (PRS) no Huambo, Solliya Selende Lumumba, acusou esta quinta-feira, 13, o governador da província, Pereira Alfredo, de promover práticas de nepotismo e má gestão dos recursos públicos, contrariando, segundo ele, a agenda de governação do Presidente João Lourenço.
Segundo o dirigente político, desde que Pereira Alfredo assumiu a liderança da província, o Huambo não registou avanços significativos em nenhum sector, mantendo-se numa situação de estagnação.
Para o líder do PRS no Huambo, o governador tem privilegiado nomeações baseadas em relações pessoais, colocando amigos e familiares em cargos estratégicos, em detrimento de quadros qualificados.
Solliya Lumumba aponta, como exemplo, a alegada nomeação de um tio de Pereira Alfredo para o cargo de vice-governador da província no sector da infra-estrutura.
Além disso, segundo o dirigente do PRS, o governador estaria a planear substituir os actuais diretores da Televisão Pública de Angola (TPA) e das Finanças por pessoas de sua confiança, com o objectivo de controlar a imprensa pública local e a gestão financeira da província.
Outra acusação feita por Lumumba refere-se à alegada proibição, por parte do governador, de que líderes religiosos convidem representantes de partidos da oposição para eventos promovidos por igrejas, sob o risco de represálias.
Exclusão de Figuras Históricas nas Celebrações dos 50 Anos de Independência
O responsável do PRS criticou ainda a exclusão de Holden Roberto e Jonas Savimbi das condecorações alusivas aos 50 anos de Independência de Angola, considerando que a medalha da classe de honra não deveria ser atribuída apenas a António Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos.
“Os 50 anos de Independência não refletem nada além da miséria e do sofrimento dos angolanos. Não há razões para celebrar uma independência que nunca existiu de facto. O povo deve desencorajar-se de participar de uma celebração fantoche. Se o MPLA quer comemorar sozinho, que o faça, pois foi quem proclamou a Independência em 11 de novembro de 1975”, afirmou Lumumba.
Autarquias: “apenas um show político”
Sobre a realização das autarquias, supostamente previstas para este ano, Solliya Lumumba demonstrou cepticismo, considerando que o governo apenas avançará com o processo quando tiver garantias de que todos os mecanismos para assegurar uma victória eleitoral estejam concluídos.
“As autarquias não passam de um simples show. O MPLA só as realizará quando sentir que todas as manobras de fraude eleitoral estiverem consolidadas,” concluiu.
Por: Ngola Ntuady Kimbanda Nvita