Huíla: ‘Ponteco’ de 6 milhões de kwanzas deixa cair administrador da Caconda
Huíla: 'Ponteco' de 6 milhões de kwanzas deixa cair administrador da Caconda
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O governador provincial da Huíla, Nuno Mahapi, exonerou, na segunda-feira, o administrador municipal de Caconda, Nandim Granal Pio Capenda, por alegados actos de corrupção.

Ao então administrador de Caconda, pesam acusações de ter supostamente sobrefacturado em algumas obras executadas no âmbito do Programa de Intervenção os Municípios (PIIM), do Combate à Pobreza e do Programa de Investimentos Públicos (PIP), durante o seu consulado.

A Administração de Caconda tem estado, nos últimos dias, sob fogo cruzado nas redes sociais. A polémica gira em torno da construção de uma ponte minúscula de três metros de comprimento e 1,5 metros de largura, no bairro Cavava, que, de acordo com a placa informativa, custou ao Estado apenas seis milhões de kwanzas. Só pode ser feita de ouro, não?

A situação levou a inúmeras denúncias e pedidos de intervenção do governador Nuno Mahapi, que, para variar, não demorou a agir.

Administrador da Cacula constituído arguido

Outrossim, Nuno Mahapi exonerou igualmente o administrador municipal da Cacula, Desidério da Graça Mpingue Kalenga Wapota, que foi constituído arguido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por alegados actos de corrupção.

Desidério da Graça foi nomeado ao cargo de administrador municipal da Cacula, em Outubro de 2022 e, nos finais de 2023, estava a ser acusado de participar num esquema de gestão danosa.

O antigo deputado estaria envolvido em actos de má governação, nos quais estão supostamente envolvidos o seu director de gabinete, César Cambinda, e o secretário-geral da administração, Carlos Miranda, que já estão a ver o sol nascer quadrado desde Janeiro do ano em curso.

A Procuradoria-Geral da República afirma haver “fortes indícios” do envolvimento do ex-administrador em actos de corrupção. “Depois de ter sido ouvido pelo Procurador-Geral da República, junto do Serviço de Investigação Criminal, o administrador municipal da Cacula foi constituído arguido-solto, enquanto decorrem outros trâmites processuais, no âmbito de um processo-crime que foi aberto no ano passado, onde estão igualmente envolvidos mais dois altos funcionários daquela administração”, disse a nossa fonte.

Este não é o primeiro caso de suspeitas de corrupção envolvendo administradores. Em 2021, a antiga administradora de Chicomba, Lúcia Francisca, também foi detida por acusações similares.

Outras mexidas

Em substituição a Nandim Capenda, o governador Nuno Mahapi nomeou o académico Castilho Cacumba. Além disso, o governador afastou os administradores municipais da Matala, Miguel Vicente; do Chipindo, Hélder Lourenço; de Chicomba, Dina Berner; do Cuvango, Luís Marcelo; e da Jamba, Abel Wandy.

Para a Matala, foi nomeado o economista Manuel Machado Quilende; para a Cacula, José Mariano dos Santos; para Chicomba, Abel Wandy André; para a Jamba, Luís Marcelo; para o Cuvango, Luís Paulo Ndala; e para o Chipindo, Ângelo Singue. Uma verdadeira dança das cadeiras.

Esta é a segunda reestruturação que o governador realiza em dois anos de mandato. E, pelo visto, ainda há muito trabalho pela frente. Boa sorte, governador!

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