Igrejas e eventos (em zonas residenciais) reincidentes na prática de poluição sonora serão encerradas – GPL
Igrejas e eventos (em zonas residenciais) reincidentes na prática de poluição sonora serão encerradas - GPL
igreja

O Governo de Luanda vai criar uma rede de denúncia de casos de poluição sonora, para combater esse mal, informou na quinta-feira, 15, a directora provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos de Luanda, Tatiana Mbuta.

O Governo Provincial de Luanda anunciou, na última segunda-feira, a proibição da realização de eventos culturais e recreativos, espectáculos, bailes, festas e actividades religiosas em zonas residenciais, locais públicos e abertos em todo o território da cidade capital.

Fundamenta a medida pelo facto de estar a receber várias denúncias e reclamações por parte dos munícipes devido à poluição sonora provocada por eventos culturais e recreativos realizados em zonas residenciais, criando problemas de saúde pública.

Doravante, específica, estes eventos só serão autorizados pelo Governo Provincial de Luanda e pelas Administrações Municipais, em recintos fechados e em zonas residenciais que possuírem condições técnicas e de segurança, de forma a minimizar a poluição sonora.

No entanto, a directora reiterou que as igrejas e promotores de eventos reincidentes na prática de poluição sonora terão as suas actividades encerradas.

Lembrou que a poluição sonora configura uma transgressão administrativa passível de multa superior a 200 mil Kwanzas, dependendo do tipo de actividade, número de pessoas e o valor de ingresso.

Disse estarem a estudar outras sanções para desincentivar os incumpridores, pois falta no país um regulamento sobre a poluição sonora.

Esclareceu que a realização de festas familiares não exige licença, mas deve-se ter o cuidado com as pessoas ao redor, “comunicar e respeitar os direitos dos outros”.

Em relação ao nível do som, disse que depende de cada actividade. A OMS recomenda que seja até 50 decibéis.

Tatiana Mbute afirmou que o Governo não está contra os promotores de eventos, mas pretende organizar, para o bem-estar das pessoas. Por isso, prosseguiu, deve haver bom senso e preocupação com o bem-estar da população.

in Angop

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