
Jaime Azulay é um intelectual angolano de créditos bem firmados de Ondjiva (Cunene) e do Luena (Moxico) ao Lobito (Benguela). Está cubicado na Catumbela, província de Benguela. É jornalista, cronista e advogado. É músico nas horas livres.
Já foi camionista e desportista. Entrou para as fileiras do MPLA ainda adolescente. Sequer fazia a barba quando começou a servir ao País no braço armado do MPLA: as FAPLA! O seu contributo é inquestionável. O seu patriotismo também. A sua competência é irrepreensível.
Jaime Azulay é vítima do processo de degola dos poucos quadros competentes angolanos. Tem sido vítima de perseguição feroz de altas esferas políticas do País.
É sobretudo padecente de quem emprenha o TPE com intrigas sobre jornalistas. Jaime Azulay é, hoje, um jornalista censurado. Está proibido de falar ou escrever para os órgãos de Comunicação Social públicos. Virou “herege” aos olhos e opinião de quem (des)manda na Comunicação Social angolana.
Confesso que me faltam adjectivos para qualificar quem assim procede. Quem age desta forma, prejudica o Executivo e o País. Pode ser tudo. Mas patriota, não é. É um inimigo da competência. Os aparelhos do Estado e do Governo estão cheios de inimigos da competência.
Punge-me o coração quando leio escritos de Jaime Azulay e de outros como ele a darem conta que, agora na reforma, não conseguem viver com dignidade em virtude de os descontos feitos ao longo de décadas para o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) servem para quase nada. Há muitos angolanos na condição de Jaime Azulay. São duplamente “sacaneados” pelos menos capazes: política e financeiramente.
Se, por manifesta má fé e “sacanice”, não se quer reconhecer o contributo de Jaime Azulay como jornalista e desportista, que se lhe reconheça ao menos a sua condição de militar. Que o seu suor, sangue e lágrimas sejam reconhecidos. Ao menos isso.
Seria da mais elementar Justiça condecorá-lo também agora na cerimônia dos cinquenta anos de Independência nacional que a Presidência da República está a preparar.
O não reconhecimento dos esforços, do suor, sangue, lágrimas e toda a sorte de sacrifícios consentidos por angolanos como Jaime Azulay representa uma falta de respeito e gratidão da parte do Executivo, primeiro, e, segundo, do Estado angolano.
O desprezo de cidadãos como Jaime Azulay (há muitos por Angola afora) pode vir a ter, um dia, consequências políticas graves. Quem serve hoje como patriota ou funcionário público não tem a certeza do amanhã. Por isso é que muitos põem as mãos nos cofres do Estado.
O Executivo deveria dar uma atenção especial aos antigos combatentes. Poderia oferecer serviços de saúde grátis em condições. Poderia proporcionar assistência psicológica e agradecimento por seu serviço. A ingratidão é o traço do carácter de filhos de má mãe. Isto serve para Pessoas Particulares e Colectivas. O Executivo angolano é uma Pessoa Colectiva.
Vós sóis adultos!
*Jornalista